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Utilização de ureia de liberação lenta em substituição parcial ao farelo de soja para vacas leiteiras primíparas da raça Girolando

11/09/2017 11:00:31 - Por: Breno Mourão de Sousa, Maria Aparecida Côsso Alves Tolentino Juliani, Helton Mattana Saturnino e Rafahel Carvalho de Souza em Revista V&Z

Para os parâmetros produção de leite, gordura e proteína a ureia de liberação lenta não foi diferente do farelo de soja.

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Na nutrição de ruminantes o uso de nitrogênio não proteico (NNP) teve sua origem em 1879, na Alemanha, e em 1939 já participava do arraçoamento de animais nos Estados Unidos (HUNTINGTON e ARCHIBEQUE, 1999). Devido à escassez de alimentos provocada pela primeira guerra mundial (1914 a 1918), a Alemanha intensificou a utilização da ureia como fonte proteica na alimentação de ruminantes visando uma produção intensiva e de baixo custo de carne e leite.

A proteína é um dos ingredientes de custo mais elevado na dieta e sua substituição por nitrogênio não proteico (NNP) em dietas para ruminantes é possível somente em virtude da capacidade dos microrganismos ruminais de converter o NNP em proteína de alto valor biológico. A utilização de NNP visa aumentar a produtividade sem alterar o equilíbrio econômico do sistema sendo a ureia a principal fonte utilizada como suplementação alimentar devido à fácil manipulação e ao custo reduzido.

A degradabilidade da proteína no rúmen é a conversão da proteína da dieta até amônia o que envolve os processos de digestão (proteína até aminoácidos) e fermentação (aminoácidos até ácidos graxos voláteis que são a principal fonte de energia para o bovino), o que gera um custo energético alto, porém ao se utilizar a ureia esta é convertida rapidamente em amônia, resultando em um custo energético menor que o despendido pela proteína bruta. Quanto aos níveis de substituição, a recomendação tradicionalmente adotada pela maioria dos pesquisadores é que o NNP pode substituir até 33% do nitrogênio proteico da dieta de ruminantes (VELLOSO, 1984). Também é recomendado limitar a quantidade de ureia em até 1,0% na MS total da dieta (HADDAD, 1984). Entretanto, maiores níveis de inclusão de ureia têm sido utilizados sem que haja comprometimento do desempenho dos animais (VALADARES et al., 2004). Porém, Feijó et al.(1997) e Silva et al. (1999), ao fornecerem rações nas quais o farelo de soja foi gradativamente substituído pela ureia (0, 50 e 100%) no concentrado, observaram comportamento decrescente no consumo à medida que a ureia substituiu a soja. Esses autores atribuíram esse comportamento ao sabor amargo da ureia e, consequentemente, à sua baixa palatabilidade.

A ureia possui propriedades peculiares: não possui valor energético próprio; é deficiente em todos os minerais; é extremamente solúvel e no rúmen é rapidamente convertida em amônia, porém se fornecida em doses elevadas pode causar toxidez (MAYNARD et al., 1984) devido ao aumento excessivo na concentração de amônia no organismo. A toxidez ocorre quando há uma taxa de hidrólise de ureia no rúmen que excede a capacidade dos microrganismos de utilizá-la como substrato para a síntese proteica (BERCHIELLI, 2006).

Atualmente se encontra no mercado a ureia recoberta com um polímero biodegradável, capaz de controlar a liberação de nitrogênio, tornando mais eficiente a conversão do nitrogênio em proteína microbiana e reduzindo o risco de intoxicação.

O objetivo deste trabalho foi o de avaliar os efeitos da suplementação da ureia de liberação lenta em primíparas leiteiras da raça Girolando sobre a condição de peso, composição e produção de leite em comparação ao uso do farelo de soja.

2. Material e Métodos

O experimento foi realizado no período de 08 de setembro a 29 de setembro de 2013, na Fazenda Riacho Fundo, região do município de Jequitibá-MG, localizada na mesorregião metropolitana de Belo Horizonte e microrregião da cidade referência de Sete Lagoas (coordenadas 19º14’09”S e 44º01’40”O). O clima caracteriza-se por subtropical úmido, temperatura média anual 21ºC e índice médio pluviométrico anual médio de 1.315 mm.

Foram utilizadas 16 novilhas primíparas com composição gênica definida da raça Girolando, peso vivo médio inicial de 460 kg e produção média de 18 kg de leite/dia. No início do experimento as novilhas estavam em média com 165 dias de lactação.

O experimento foi baseado na divisão destas 16 novilhas em dois tratamentos: Tratamento 1 (CONT) oferta de suplementação de concentrado utilizando farelo de soja; Tratamento 2 (ULL) oferta de suplementação de concentrado substituindo parte do farelo de soja por ureia de liberação lenta.

As dietas foram oferecidas uma vez ao dia, à vontade, na forma de ração completa, formuladas para atender as exigências de produção de 18 kg de leite/dia com 3,5% de gordura e animais com peso vivo de 460 kg, segundo as recomendações do NRC (1989). Foram realizadas duas ordenhas diárias, as 7 e 15 h, no sistema balde ao pé, onde os animais receberam 2 kg de matéria natural de resíduo de destilaria (cevada úmida) fornecidos durante cada ordenha.

Após a 1ª ordenha as novilhas foram suplementadas com uma mistura de farelo de soja, cana de açúcar (Saccharum officinarum sp.) picada, resíduo de destilaria (cevada), fubá de milho, ureia, sal mineral vitaminado e calcário, homogeneizados em cochos de alvenaria coletivos. Após a ordenha da tarde os animais ficaram livres para pastejo em área de Brachiaria sp.

Os animais foram pesados no início e no final do experimento (balança eletrônica), sempre após a 1ª ordenha.

Foi efetuado o registro da produção individual de leite no início e no final do experimento, na ordenha da manhã e da tarde, onde foram coletadas amostras para análise em cada uma das ordenhas respectivamente. A produção de leite foi mensurada através de balança e posteriormente corrigida para 3,5% de gordura (LCG 3,5%) conforme a equação sugerida por Gravet (1996): LCG 3,5% = (0,35 x PL) + (16,2 x PG), sendo: LCG 3,5% = Produção de leite corrigido para 3,5 % de gordura (kg/dia); PL = Produção de leite (kg/dia); PG = Produção de gordura (kg/dia).

Tabela 1. Composição das dietas em termos de ingredientes (kg da MS) e da concentração de nutrientes na MS (%)1

1 – MS = matéria seca; PB = proteína bruta; PDR/PB = % de proteína degradada no rúmen em relação à proteína bruta total; PNDR/PB = % de proteína não degradada no rúmen em relação à proteína bruta total; PSol/PB = % de proteína solúvel no rúmen em relação à proteína bruta total; PSol/PDR = relação da proteína solúvel no rúmen em relação à proteína não degradada no rúmen; NDT = nutrientes digestíveis totais; FDN = fibra em detergente neutro; FDA = fibra em detergente ácido; CNF = carboidrato não fibroso [100-(%PB-%EE-%FDN-%Cinzas)]; EE = extrato etéreo; MM = matéria mineral; Ca = cálcio; P = fósforo. 

2 – Suplemento mineral: 13% Ca; 9% P; 2% Mg; 8% K; 8% Na; 2,5% S; 110ppm Co; 2.200ppm Cu; 120ppm I; 2.800ppm Mn; 60ppm Se; 8.600ppm Zn; 375 KIU/kg Vit. A; 100 KIU/kg Vit. D; 2IU/kg Vit.E. 

3 – CONT = controle: 200 gramas de PB oriundo do farelo de soja; ULL = ureia de liberação lenta: 200 gramas de PB oriundo de ureia de liberação lenta. 

* - Balanceamento e composição da dieta total realizada no software Spartan®, Michigan/ USA, 1992.

Amostras de 50 ml de leite foram acondicionadas em recipientes contendo conservante Bromopol e conservadas sobre refrigeração para posterior análise. A determinação das percentagens de extrato seco desengordurado, proteína total, gordura, lactose, contagem de células somáticas e nitrogênio não proteico do leite foram feitas com o uso da metodologia eletrônica Bentley®, na Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais. Foram medidas as seguintes variáveis: produção total de leite corrigido para 3,5% de gordura, teor e produção de gordura e proteína, e teor de nitrogênio ureico no leite (NUL).

O experimento foi delineado em um modelo inteiramente casualizado, balanceado. Os dados foram analisados em Excel®, Microsoft Office 2010® e as médias comparadas pelo Teste de Tukey ao grau de probabilidade de p<0,05 (5%).

3. Resultados e Discussão

Os resultados obtidos para produção de leite, produção e porcentagem de gordura, produção e porcentagem de proteína, contagem de células somáticas (CCS) e nitrogênio ureico no leite (NUL) são apresentados na Tabela 2.

Tabela 2. Médias dos parâmetros produtivos de vacas primíparas leiteiras da raça Girolando suplementadas por fontes de proteína derivada de farelo de soja (CONT) ou de ureia de liberação lenta (ULL), em dietas isoproteicas. Fazenda Riacho Fundo - Jequitibá, MG, 2013
1 – DEL: dias em lactação; PV: peso vivo; PL: produção de leite total; PL3,5: produção de leite corrigido para gordura; CCS: contagem de células somáticas; NUL: nitrogênio ureico no leite. 

2 – CONTR = controle: 200 gramas de PB oriundo do farelo de soja; ULL = ureia de liberação lenta: 200 gramas de PB oriundo de ureia de liberação lenta. 

* - erro padrão da média; ** - probabilidade pelo teste de Tukey.

A produção de leite e de leite corrigida para 3,5% de gordura (LCG 3,5%) variou de 18,00 e 15,70 kg/dia, respectivamente (Tabela 2). Para essas duas variáveis não foi observada diferença para os tratamentos (P>0,05). Logo, a substituição parcial da fonte de nitrogênio proteico por fonte de nitrogênio não-proteico de diferente degradabilidade não afetou a produção de leite.

Filgueiras Neto et al. (2009) não encontraram diferenças (P>0,05) para a produção de leite em vacas mestiças Holandês x Zebu utilizando cana de açúcar como volumoso único. Os tratamentos foram fontes proteicas, sendo o controle a base de farelo de soja (1,85 kg PB) e os outros dois tratamentos fontes de NNP: ureia de liberação lenta e ureia convencional (ambas na proporção de 1,45 kg PB oriundo do farelo de soja e 0,40 kg da fonte de NNP). Estes mesmos autores mostraram que o tratamento com ureia de liberação lenta apresentou produção de leite corrigida para 3,5% de gordura de 27,4 kg de leite/dia sendo este valor 3,8% numericamente maior que o tratamento controle (26,4 kg de leite/dia) e 4% maior que os 26,3 kg/dia do tratamento com ureia convencional.

Entretanto, Galo et al. (2003) avaliaram três rações (18% de PB com ou sem adição 0,77% na MS de ureia de liberação lenta e uma com 16% de PB com 0,77% na MS de ureia de liberação lenta). A produção de leite foi maior (P<0,05) para os animais do tratamento com 18% de PB sem ureia de liberação lenta (35,6 kg de leite/dia), intermediária para os animais do tratamento com 18% de PB com ureia de liberação lenta (34,8 kg de leite/dia) e menor com ração com 16% de PB com ureia de liberação lenta (33,8 kg de leite/dia).

Houve variação no teor e produção de gordura do leite de 3,09 e 2,89%, e 0,56 e 0,47 kg/dia, respectivamente (Tabela 3), porém não foi observado diferença para os tratamentos (P>0,05). A substituição da fonte de proteína verdadeira na dieta por fonte de nitrogênio não proteico não afetou a concentração e a produção de gordura, mostrando que a função ruminal não afetou a produção de precursores da gordura do leite.

Segundo Golombeski et al. (2006), o efeito do uso da ureia de liberação lenta substituindo parcialmente o farelo de soja em rações de vacas leiteiras (0,61% de ureia de liberação lenta na MS), não alterou o teor de gordura no leite.

Caratero (2007) substituiu parcialmente a PB do farelo de soja por ureia convencional ou ureia de liberação lenta, para vacas produzindo em torno de 20 kg leite/dia e alimentadas com silagem de milho. Verificou-se que a substituição da ureia convencional pela ureia de liberação lenta (3,80%) não afetou o teor de gordura do leite (3,90 e 3,80% respectivamente).

Não houve diferença (P>0,05) entre os tratamentos para teor de proteína, a variação foi de 3,27 e 3,14%, respectivamente (Tabela 2). Entretanto houve tendência (P=0,08) para a produção de proteína, a variação foi de 0,58 e 0,49 kg/dia, respectivamente (Tabela 2). Segundo Ponce et al. (1990), os níveis normais de proteína verdadeira situam-se entre 3,4 e 3,6%, no presente trabalho os grupos apresentaram níveis proteicos no leite (3,27 e 3,14%) inferiores aos citados anteriormente.

A nutrição influencia o teor de proteína do leite e de acordo com Barros (2002), o desequilíbrio da relação volumoso/concentrado provoca uma depressão de caseína, reduzindo os níveis de proteína no leite. Um menor aporte de aminoácidos, glicose e energia para a glândula mamária pode ser devido a uma menor síntese de proteína microbiana e de propionato no rúmen. Teoricamente espera-se um efeito positivo de fontes de ureia de degradação lenta em relação à ureia convencional quando há limitação na síntese de proteína microbiana devido a alta velocidade de liberação de amônia no rúmen e sua absorção pelo sistema porta, o que não foi encontrado nos resultados obtidos neste trabalho.

Oliveira et al. (2001), avaliando o consumo, digestibilidade aparente, produção e composição do leite de vacas alimentadas com quatro diferentes quantidades de ureia, concluíram que a adição de teores crescentes de NNP em substituição à proteína verdadeira reduziu o consumo de alimentos, sendo que o teor e produção de proteína diminuíram linearmente, com o aumento da ureia na dieta.

Galo et al. (2003), substituíram parcialmente fontes de proteína verdadeira ou ureia convencional por ureia de liberação lenta (0,77% na MS) para vacas leiteiras recebendo silagem de milho e não encontraram diferenças nos teores de proteína do leite.

Entretanto, Broderick et al. (2009), trabalhando com vacas de alta produção (40,0 kg de leite), mostraram que a substituição da PDR do farelo de soja pela PDR da ureia convencional diminuiu a produção e os demais componentes do leite, o que pode causar redução na produção de proteína microbiana no rúmen e que, quando utiliza-se fontes de NNP como fontes de PDR a mesma não é tão eficiente como as fontes de proteína verdadeira para otimizar a produção de proteína microbiana.

É esperado que o teor de gordura fosse maior que o teor de proteína no leite, o que não foi constatado no presente trabalho, a variação foi de 3,09 e 2,89% para gordura e 3,27 e 3,14% para proteína total (Tabela 2). Em trabalho realizado por Botaro (2011), as médias encontradas para rebanhos comerciais da raça Girolando foram de 3,45% para gordura e 3,22% para proteína total.

A síntese de gordura na glândula mamária pode ser afetada por vários fatores, dentre eles, a alta proporção de concentrados, a utilização de subprodutos fibrosos no lugar de volumosos, alimentos muito moídos ou de rápida degradação ruminal e baixo teor de fibra efetiva na dieta. Silva et al. (2001), encontraram efeito linear decrescente na % da gordura e efeito quadrático para % de proteína bruta, quando utilizaram níveis crescentes de NNP na dieta. Porém, Oliveira et al. (2001), não observaram diferença quanto ao teor de proteína e decréscimo linear no teor de gordura do leite, utilizando os mesmos níveis de NNP.

A contagem de células somáticas foi utilizada neste trabalho para monitorar a ocorrência de mastite subclínica nas novilhas estudadas, o que poderia influenciar a produção e composição do leite. Não houve diferença (P>0,05) entre os tratamentos para CCS, a variação foi de 112.930 células/mL e 59.010 células/mL, respectivamente (Tabela 3). Os valores encontrados ficaram muito abaixo da faixa-padrão de qualidade do leite segundo a IN-51 (2002), que preconiza CCS máxima de 750.000 células/mL para leite cru refrigerado. Segundo Müller (2002), o leite obtido de quartos mamários de animais sadios contém de 50 a 200 mil células/mL.

Houve diferença (P=0,017) entre os tratamentos para as concentrações de NUL, a variação foi de 23,80 mg/dL e 30,96 mg/dL, respectivamente (Tabela 2). As concentrações de NUL observadas foram acima do recomendado para vacas produzindo entre 13 e 19 kg leite/dia (De PETERS et al.,1992). O uso de ureia de liberação lenta (ULL) deveria resultar em menor concentração de NUL em comparação à ureia convencional. Observa-se valores de NUL maiores que o recomendado pela literatura para ambos os tratamentos. Porém o tratamento ULL apresentou um aumento significativo (30%) em relação ao tratamento CONT. A liberação de NH3 no rúmen foi maior no tratamento ULL se comparado ao tratamento CONT uma vez que o tratamento basal foi o mesmo.

Segundo Van Soest (1994), o excesso de amônia é absorvido pela parede do rúmen, entra na corrente sanguínea e é transportada para o fígado onde é convertida em ureia (ciclo da ureia). Esta é lançada no sangue e pode seguir diferentes destinos, dentre eles a glândula mamária, sendo excretada no leite.

É possível que o consumo de PB esteja alto devido a utilização da cevada úmida. O excesso de proteína na dieta ou o desbalanço das frações degradáveis e não degradáveis no rúmen pode elevar o NUL e indicar suprimento exagerado de N para os microrganismos ruminais, tecidos ou ambos (AQUINO et al., 2009).

4. Conclusão

Para os parâmetros produção de leite, gordura e proteína a ureia de liberação lenta não foi diferente do farelo de soja. Para o NUL foi observado aumento significativo na excreção de ureia via leite. A ureia de liberação lenta aumentou o NUL, porém pode ter havido interferência da dieta base uma vez que o NUL já começou alto na dieta do grupo CONT.

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Autores:

1. Breno Mourão de Sousa: Médico veterinário, CRMV-MG nº 5440. Doutor em Ciência Animal/UFMG. Professor Titular, Centro Universitário UNIBH. Endereço para correspondência: Rua Teresa Motta Valadares, 650/301, Buritis, CEP 30.575-160, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. Endereço eletrônico: sousa.brenomourao@yahoo.com.br

2. Maria Aparecida Côsso Alves Tolentino Juliani: Bacharel em Zootecnia. FEAD - Minas, Autônomo. 

3. Helton Mattana Saturnino: Médico veterinário, CRMV-MG nº 1127. Ph.D., Professor do Departamento de Zootecnia da Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais/UFMG. 

4. Rafahel Carvalho de Souza: Médico veterinário, CRMV-MG nº 8059. Doutor em Ciência Animal. Professor Titular Pontífice Universidade Católica de Minas Gerais/PUC Minas.