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Tendências do consumo de lácteos no Brasil

26/09/2017 13:43:03 - Por: CILeite

Algumas tendências e indicadores macroeconômicos abrem perspectiva para a retomada do crescimento do consumo de lácteos no Brasil.

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Algumas tendências e indicadores macroeconômicos abrem perspectiva para a retomada do crescimento do consumo de lácteos no Brasil. Considerando que no Brasil, os estoques de alimentos são baixos, os dados da produção inspecionada pelo Ministério da Agricultura (Mapa), mostram que, em 2016 houve queda do consumo de leite pasteurizado, iogurte e leite em pó, ao passo que o consumo de leite UHT (Figura 1), leite tipo A, bebidas lácteas, leite condensado e doce de leite apresentaram aumento de consumo.

Dentre os fatores que influenciaram e continuarão influenciando este consumo tem-se o aumento populacional no País, que já ultrapassou mais de 207 milhões de habitantes. No entanto, esta população está envelhecendo. Estudos mostram que os brasileiros que mais consomem leite são as crianças e os idosos. Entretanto, o grupo que tem sido mais decisivo para o mercado de alimentos como um todo é a chamada Geração do Milênio, Milênios ou Geração Y, devido ao seu poder de compra e novos estilos de vida.

Figura 1. Estimativa do consumo de leite UHT no Brasil no período de 2010 a 2016
Fonte: MAPA. Elaboração da Embrapa.

Outro fator determinante do consumo é a renda. Nesse sentido, o número de pessoas ocupadas voltou a crescer no País em 2017, mas com seu rendimento real médio é equivalente aos patamares de 2013. Porém, é favorável a queda da inflação e do preço dos alimentos, sobretudo para a população de baixa renda. Segundo o Dieese, o custo dos alimentos que compõem a cesta básica caiu, no mês de agosto, em 21 das 24 capitais pesquisadas. Houve queda no conjunto de preços de alimentação no domicílio e estima-se que este índice caia de 3 a 4% até o fim do ano. O índice de preços dos supermercados (IPS) também apresentou queda na variação mensal, no acumulado do ano e em 12 meses, o que não acontecia desde dezembro de 2009.

Com isso, o consumo das famílias tem sido destaque, com expansão de 1,4% sobre o 1º. trimestre do ano. As vendas do setor supermercadistas apresentaram alta de 4,21% em julho e 0,73% no acumulado do ano, o que sugere uma gradual recuperação econômica.

A demanda por lácteos também tem sido afetada por mudanças no estilo de vida da população, informações sobre alimentação e nutrição e avanços da ciência e tecnologia, associados a políticas públicas e legislação.

Nesse sentido, a publicação “Brasil Dairy Trends 2020”, lançada pelo Ital, com colaboração da Embrapa, identificou 6 macrotendências que refletem os desejos dos consumidores brasileiros:

1) Densidade nutricional e conveniência: busca por enriquecimento da dieta através de nutrientes naturalmente presentes nos alimentos e praticidade na nutrição;

2) Digestibilidade e bem-estar: busca de produtos funcionais para a saúde digestória e bem-estar;

3) Funcionalidade e prevenção: interesse por alimentos com ingredientes funcionais para prevenção e controle de doenças;

4) Controle e adequação: desejo de redução do consumo de sódio, gorduras, açúcar e lactose;

5) Premiumização e sensorialidade: consumo de produtos diferenciados, de maior valor agregado, personalizados e que remetem às origens;

6) Sustentabilidade e naturalidade: valorização da transparência, da responsabilidade socioambiental e da pureza dos alimentos.