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Quase 25 mil produtores abandonaram a atividade leiteira no RS em um ano, diz Emater

14/11/2017 10:13:26 - Por: O Globo, resumidas pela Equipe MilkPoint

A diminuição na produção leiteira, atividade do agronegócio que mais emprega pessoas no Brasil, produz reflexos negativos também na economia gaúcha.

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Em um ano, quase 25 mil produtores de leite abandonaram a atividade no Rio Grande do Sul, segundo a Emater. O principal motivo é o valor pago pelo litro nos últimos anos.  De acordo com o técnico da Emater de Lajeado, Martin Schmachtengerg, houve uma queda de 22% no número de produtores no estado. A diminuição na produção leiteira, atividade do agronegócio que mais emprega pessoas no Brasil, produz reflexos negativos também na economia gaúcha.

"Nenhuma outra atividade agrícola emprega tantas pessoas, utiliza tanta mão de obra quanto essa atividade. Então ela tem uma importância social muito grande, além da importância econômica", avalia o técnico. Além disso, conforme a professora e pesquisadora da Univates, que estuda o desenvolvimento regional no Vale do Taquari, Cíntia Agostini, o setor leiteiro também está afetado pelas crises de corrupção, fraude do leite e a crise financeira.

"No meio disso várias empresas de médio porte deixaram de existir, decretaram falência e nós temos produtores hoje que ainda não receberam o recurso de pelo menos quatro ou cinco empresas", comenta ela.

Exemplo desta situação é a produtora rural Roseli Sulzbach, de Estrela, no Vale do Taquari. Após seis anos trabalhando com a produção de leite, ela e o marido abandonaram a atividade por conta da parte financeira. A ocupação que já foi a principal fonte de renda da família e chegou a render R$ 7 mil mensais com a ordenha de 30 animais, se transformou em apenas uma vaca que fornece leite para o consumo familiar.

O casal permanece no campo, mas agora trabalha com gado de corte e criação de suínos. "Produzindo leite a gente precisa trabalhar muito. Dá muito serviço em função das vacas, tem que tratar, levar na pastagem, fazer silo e o custo é muito alto", conta a produtora rural.