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Nestlé, Danone e P&G se preparam para aproveitar os menores impostos de importação da China

29/11/2017 09:27:44 - Por: Bloomberg, traduzidas pela Equipe MilkPoint.

As tarifas para 187 categorias de produtos cairão de uma média de 17,3% para 7,7% após o corte de impostos entrar em vigor em 1 de dezembro.

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O novo plano da China para reduzir os impostos de importação em uma ampla gama de bens de consumo promete aumentar as perspectivas das multinacionais no mercado chinês, com tudo, com produtos desde fraldas da Procter & Gamble Co. até o whisky da Diageo Plc, tornando-os mais acessíveis para os consumidores locais.

As tarifas para 187 categorias de produtos cairão de uma média de 17,3% para 7,7% após o corte de impostos entrar em vigor em 1 de dezembro, informou o Ministério das Finanças em um comunicado, citando a necessidade de ajudar os consumidores a acessar produtos de qualidade e especiais que não são amplamente produzidos localmente.

A nova política segue o apelo do presidente Xi Jinping ao conclave do Partido Comunista de outubro a fim de atender às demandas dos cidadãos por melhores padrões de vida e produtos de melhor qualidade no maior mercado de consumo do mundo. As multinacionais estrangeiras se beneficiarão à medida que os compradores da classe média buscam bens com marcas estrangeiras, enquanto os cortes também encorajam os consumidores a gastar no mercado doméstico e não em viagens no exterior.

"Isso visa três coisas: ajudar a aumentar o consumo na China, reformar a economia chinesa (continuando a abri-la e enviando um sinal para o mundo) e particularmente alertar os EUA de que a China está empenhada em promover o comércio global", disse Shane Oliver, chefe de estratégias de investimentos da AMP Capital Investors Ltd. em Sydney.

Nestlé

As tarifas para alguns tipos de fórmulas infantis foram reduzidas a zero, desencadeando perdas nas ações das companhias de lácteos chinesas. As ações subiram, entretanto, para as empresas europeias de alimentos e bebidas.

Essas medidas ajudarão empresas como Danone e Nestlé SA a competir com marcas locais no grande mercado para fórmulas infantis. Essa indústria verá as vendas aumentarem cerca de 15%, para 123 bilhões de yuans (US$ 18,6 bilhões) na China até 2020, de acordo com um relatório da Goldman Sachs Group Inc. de outubro. Os pais chineses - preocupados com uma série de escândalos de segurança alimentar - geralmente favorecem marcas estrangeiras.

"Esta é uma boa notícia para a Nestlé, e uma excelente notícia para a sua fórmula infantil de leite", disse Jean-Philippe Bertschy, analista da Bank Vontobel AG. "É uma situação ganha-ganha para os consumidores e para as empresas de bens de consumo globais de alta qualidade".

A Nestlé gerou cerca de 7,3% da receita na região da Grande China no ano passado, com vendas de 6,5 bilhões de francos (US$ 6,3 bilhões). A Nestlé é líder de mercado no mercado chinês de alimentos para bebês de US$ 21,5 bilhões com uma participação de 17%, seguida pela Danone com uma participação de 9,3%, de acordo com o Euromonitor International.

Produção local

Ainda assim, grandes empresas de produtos de consumo enfatizaram que muitas das mercadorias vendidas aos consumidores chineses são feitas no país. "Ficamos satisfeitos com as novas medidas, embora as importações apenas constituam uma parte muito pequena do nosso negócio na China", disse Veronica Sze, porta-voz da Nestlé, por e-mail. "Mais de 95% de todos os produtos que vendemos são fabricados na China".

As ações da Nestlé aumentaram 0,8% na sexta-feira, enquanto as da Danone aumentaram 1,8%. De forma mais ampla, as empresas de alimentos e bebidas tiveram aumento entre as indústrias no índice Stoxx Europe 600.

Entre outras empresas estrangeiras prestes a se beneficiar está a Procter & Gamble, que obtém 8% das suas vendas na Grande China. A P&G, proprietária de marcas como Crest, Gillette e Tide, pode obter aumento pelo de corte de itens, incluindo fraldas e produtos de cuidados pessoais. Por exemplo, a tarifa nas escovas de dentes elétricas cairá de 30% para 10%.

"Embora os produtos da P&G sejam amplamente projetados para consumidores chineses e fabricados na China, isso permitirá que os consumidores chineses tenham ainda mais acesso às nossas mais recentes inovações globais, onde há uma forte demanda e necessidade do consumidor local", disse Rene Co, da P&G, em um e-mail. A Diageo também comemorou a medida, que levará mais whisky escocês ao consumidor chinês, de acordo com o porta-voz Chen Ye.

O CSI 300 Consumer Staples Index caiu 2,6% na sexta-feira, liderado pela Inner Mongolia Yili Industrial Group Co. e pelas empresas de alimentos Henan Shuanghui Investment & Development Co. e Muyuan Foodstuff Co. O indicador caiu 6,1% na semana passada, o máximo desde janeiro de 2016.

"A China está tentando encorajar mais empresas estrangeiras a venderem localmente e querem dar aos consumidores mais opções", disse Matthew Crabbe, diretor do Mintel International Group Ltd. para pesquisa na Ásia-Pacífico. "O que isso vai fazer é ajudar os produtos estrangeiros que já estão no mercado a se tornarem mais competitivos".

O consumo robusto é um estabilizador cada vez mais importante para a segunda maior economia do mundo, uma vez que se afasta de um modelo de crescimento liderado por investimentos e exportações. O consumo interno contribuiu com 64,5% do PIB nos três primeiros trimestres de 2017, de acordo com o National Bureau of Statistics.

Os itens na lista de cortes tarifários da sexta-feira (24) fazem parte de categorias mais amplas de bens de consumo que representaram cerca de 30% das importações totais da China em 2016, de acordo com os cálculos da Bloomberg. As vendas varejistas da China totalizaram mais de US$ 5 trilhões no ano passado.

Impulsionando as importações

A China enfrentou críticas por não fazer o suficiente para impulsionar as importações, uma medida que ajudaria a equilibrar os excedentes comerciais de outros países. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se queixou de que a China se engajou em práticas comerciais desleais e prometeu fechar o déficit comercial com a China, o maior dos EUA.

O ministro do Comércio, Zhong Shan, disse este mês que uma série de medidas para abrir mercados domésticos serão tomadas para apoiar a demanda por importações, uma medida que poderia ajudar a reduzir a diferença comercial de US$ 327 bilhões com os EUA. "É improvável que mova muito a agulha na balança comercial, mas ainda é um pequeno e sólido passo em frente", disse Christopher Balding, professor associado da HSBC School of Business da Universidade de Pequim, em Shenzhen. "A China está se movendo para uma economia de consumo e com tanto fluxo comercial cruzando a fronteira em todos esses segmentos de produtos, eles estão sob pressão para tarifas mais baixas.”

Os impostos sobre uma variedade de medicamentos, incluindo vários antibióticos e produtos de insulina, foram reduzidos para 2% de até 6%, potencialmente uma grande vitória para companhias farmacêuticas multinacionais como a Pfizer Inc. e a Novartis AG, que importam muitas de suas drogas para a país. As importações médicas da China foram de US$ 22 bilhões nos primeiros 10 meses de 2017, de acordo com dados mais recentes da Administração Geral de Alfândega.

A maior redução veio para o vermute ou álcool semelhante, de 65% para 14%, de acordo com o comunicado. As tarifas de whisky foram reduzidas para 5% de 10%. A China vai sediar sua primeira feira de importação em novembro do próximo ano e lançará iniciativas tributárias, fiscais e administrativas destinadas a ajudar as empresas estrangeiras a vender mais no que está se tornando um grande e sofisticado mercado consumidor, disse Zhong no início deste mês.