Home » Cadeia do Leite » Cacau Show prevê avanço vigoroso e acelera aberturas

Cacau Show prevê avanço vigoroso e acelera aberturas

27/12/2017 08:28:18 - Por: Valor Econômico

Plano é inaugurar mais de 200 lojas em 2018, hoje são 2.121, que movimentam R$ 3,3 bilhões.

Responsive image
A Cacau Show, fabricante e varejista de chocolates, pretende acelerar a abertura de lojas a partir de 2018, aproveitando o momento de recuperação da economia brasileira. A companhia fecha este ano com abertura líquida de 69 pontos de venda, chegando a 2.121 unidades em operação no país, a maioria franquias - só 154 são próprias. Para o próximo ano, a previsão é abrir mais de 200 lojas, afirma Alexandre Costa, presidente e fundador da Cacau Show.

"O conselho de administração da companhia mapeou um potencial para abertura de pelo menos 1 mil lojas no Brasil inteiro nos próximos anos. Só no ano que vem serão mais de 200", afirmou Costa. O empresário prevê encerrar este ano com um crescimento em receita entre 16% e 18%, para um montante entre R$ 3,2 bilhões e R$ 3,3 bilhões. "Já vemos uma turma grande voltando às lojas para comprar no Natal. O crescimento em vendas tende a ser mais vigoroso em 2018", afirmou Costa, em entrevista concedida dias antes da data comemorativa.

Sem citar números, Costa disse que o crescimento em receita no próximo ano pode superar os níveis de 2017, considerando a melhora no cenário econômico e a ampliação de lojas. "A marca está se tornando mais relevante no país. Neste ano não fizemos nenhuma grande ação promocional para atingir esse crescimento acima da média do mercado".  Além da ampliação de lojas, a Cacau Show ampliou a rede de revendedores diretos de 30 mil para 45 mil pessoas no ano.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab), o mercado de chocolates registrou uma queda de 0,4% no primeiro semestre do ano, mas deu sinais de recuperação no segundo semestre. "Há uma tendência de recuperação lenta no mercado de chocolates. As indústrias associadas falam em terminar o ano com crescimento de 2% a 4% em volume, em comparação com 2016", afirmou Ubiracy Fonseca, presidente da Abicab.

A consultoria Euromonitor International estima que as vendas de chocolates no Brasil cairão 5,9% em volume neste ano, para 256,5 mil toneladas. Em valor, o recuo estimado é de 4,9%, para R$ 11,96 bilhões. Ainda segundo a consultoria, a Cacau Show é a quarta maior empresa de chocolates no Brasil, com 11% de participação de mercado.

A Mondelez, dona da Lacta, lidera a categoria, com 30,1% de participação, seguida pela Nestlé (18,0%) e pela Chocolates Garoto (15,8%). A Ferrero é a quinta colocada, com 6,1% de participação. 

Em 2017, a Cacau Show investiu R$ 130 milhões, com recursos próprios, na construção de uma nova sede, em melhorias nas fábricas, na instalação de uma mega loja e na construção da Universidade do Cacau. A companhia construiu, em Itapevi (SP), próximo à antiga sede, um novo prédio, de 55 mil m2. A unidade foi construída com conceito de escritório aberto. 

"O escritório tem um conceito bem informal. Os funcionários começam o dia comendo pão que é assado na nossa cozinha. Eles podem circular no ambiente de bicicleta se quiserem. É um clima muito gostoso e familiar", disse Costa. Também em Itapevi, no quilômetro 35 da rodovia Castelo Branco, a companhia instalou uma megaloja, de 2 mil m2 com investimento de R$ 7 milhões. O local tem um parque com árvores falantes, cascata de chocolate, e outras atrações, que permitem aos visitantes conhecer a história do chocolate e seu processo de produção. Um mural de quase 6 mil m2 feito pelo grafiteiro Eduardo Kobra sinaliza a entrada da loja.

No mesmo local, funciona a Universidade do Cacau, criada para treinamento de franqueados e colaboradores, e um centro de distribuição e logística. Além dessas unidades, a Cacau Show opera com quatro fábricas, todas concentradas em Itapevi. Costa disse que investiu R$ 20 milhões em melhorias na parte logística das fábricas. A Cacau Show também possui três fazendas de cacau em Linhares (ES), que fornecem matéria-prima para a companhia.