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Importação menor reduz o déficit da balança de lácteos

02/02/2018 09:25:33 - Por: Valor Econômico

Exportações do segmento caíram 34%, para US$ 112,58 milhões em 2017.

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Depois de um ano em que o déficit na balança comercial de lácteos caiu, em que a participação da Venezuela entre os principais mercados para o Brasil despencou e os embarques de queijos ganharam fôlego, o segmento considera que o principal desafio é conseguir elevar as vendas externas de commodities lácteas, como o leite em pó.

No ano que passou, o Brasil importou US$ 561,91 milhões em produtos lácteos, uma queda de quase 15% sobre os US$ 658,37 milhões de 2016, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) compilados pela Viva Lácteos, que reúne empresas do segmento. As exportações brasileiras de lácteos em 2017 também recuaram de forma expressiva, 34%, para US$ 112,58 milhões. Com isso, o déficit da balança ficou em US$ 449 milhões, 7,4% abaixo de 2016.

Segundo Marcelo Martins, diretor-executivo da Viva Lácteos, o aumento da produção doméstica de leite em 2017 explica o menor volume importado. As compras de leite em pó, o principal produto importado pelo Brasil, caíram mais de 20% no ano passado, para US$ 332,2 milhões. Em volume, a queda foi de 36%, para 103,4 mil toneladas.


Embora a produção de leite no país tenha crescido 4% no ano passado, o descolamento entre os preços dos mercados doméstico e internacional continuou a afetar as exportações de lácteos. Segundo a Viva Lácteos, em 2017, em média, os preços no mercado interno ficaram 25% acima das cotações internacionais, o que tirou a competitividade dos lácteos brasileiros.

Em novembro, quando o preço do leite em pó nacional estava mais competitivo em relação ao mercado internacional, os embarques do produto ganharam força, segundo a Viva Lácteos. Só naquele mês, foram exportadas 2,3 mil toneladas de leite em pó, ou 42% do total embarcado no ano.

Em 2017, a participação da Venezuela nas importações brasileiras de lácteos caiu ainda mais, conforme a associação. O país ainda é o principal destino, mas comprou só 15% do total em 2017. No ano anterior, respondera por 48% das exportações brasileiras de lácteos.

Outro destaque, segundo ele, foram os embarques de queijos, que cresceram 37% em 2017. Ainda que produtos de maior agregado entusiasmem, Martins afirma que o Brasil precisa ampliar as exportações de commodities para consolidar sua posição no mercado internacional.

A expectativa do executivo é que o déficit na balança de lácteos volte a cair este ano. "Com oferta mais estável, não deve haver grande descolamento de preços. A tendência é que não haja grandes picos de importação", avalia.