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Lucro líquido da mexicana Lala cai 46% no quarto trimestre de 2017

27/02/2018 08:47:43 - Por: Valor Econômico

Em todo o ano passado, dona da Vigor teve receita líquida de US$ 3,183 bilhões.

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A mexicana Lala, que em agosto passado adquiriu a Vigor Alimentos da J&F,  registrou um lucro  líquido de US$ 33  milhões no quarto trimestre de 2017,  uma queda de 46% sobre igual intervalo um ano antes, quando tivera resultado líquido de US$ 62  milhões. Segundo a empresa, o número exclui os efeitos da aquisição da Vigor no Brasil e impactos pontuais da integração da empresa brasileira.  Considerando a aquisição, o lucro foi de US$ 24 milhões.

Os valores foram convertidos de pesos mexicanos para dólares.

A receita líquida da Lala nos últimos quatro meses do ano foi de US$ 758 milhões, um aumento de 7,3% sobre o último trimestre de 2016, também sem considerar a compra da Vigor. Levando em conta a aquisição, o faturamento somou US$ 874 milhões, alta de 23,7%.  Nos dois casos, houve incremento de volumes e melhora no mix de vendas e preços.

Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) somou US$ 98 milhões, com alta de 23,7% sobre o quarto trimestre de 2016. Considerando a aquisição, o Ebitda ficou em US$  116  milhões no período, ganho de 47,4%.

Segundo a empresa, a melhora no Ebtida, em bases comparáveis, foi impulsionada principalmente por iniciativas para aumentar a produtividade nos negócios da Lala no México e América Central e pelo bom desempenho do portfólio de produtos.

O Ebitda considerando a compra da Vigor incorporou 379 milhões de pesos do Brasil em função de dois meses de resultados da empresa brasileira, gastos decorrentes da aquisição e um ganho não recorrente em função  da diferença entre o valor contábil de Itambé e seu preço de desinvestimento.

Em todo o ano passado, a receita líquida da companhia foi de US$ 3,183 bilhões, alta de quase 12% sobre os US$ 2,859 bilhões de 2016.  Esse número exclui a compra da Vigor. Considerando a aquisição, o faturamento somou US$ 3,307 bilhões no ano passado.

Sem considerar o negócio, o resultado líquido caiu para US$ 186 milhões no ano passado, ante US$ 224 milhões em 2016. Levando em conta a operação, somou US$ 176 milhões. Segundo relatório da companhia, o lucro líquido, neste último caso, foi afetado principalmente pelos custos associados à dívida pela aquisição da Vigor, assim como os efeitos das contas do balanço monetário combinadas com o desinvestimento da Itambé.

A Lala chegou ao Brasil no último ano com a aquisição da Vigor,  por  R$ 4,325 bilhões, após várias tentativas de entrar no mercado brasileiro. Atualmente, por meio de sua controlada no país, trava uma disputa com a francesa Lactalis que, em dezembro passado, adquiriu a Itambé Alimentos, na qual a Vigor tinha 50%.

A  Vigor acusa a Cooperativa Central dos Produtores Rurais de Minas Gerais (CCPR), da qual era sócia na Itambé, de ter descumprido o acordo de acionistas ao vender o controle da Itambé à Lactalis. A Lala fez oferta pela Vigor e por até 100% da Itambé, mas a CCPR decidiu exercer o direito de preferência e recomprou seus 50% na Itambé, como previa o acordo de acionistas.
O negócio foi concretizado dia 4 de dezembro e no dia seguinte, a venda da Itambé a Lactalis foi anunciada.  A Vigor entrou na Justiça para suspender o negócio  dias mais tarde. Obteve duas decisões favoráveis na primeira instância, mas, em janeiro, o desembargador  César Ciampolini, da Câmara de Direito Empresarial do Tribunal de Justiça de São Paulo, validou a recompra de 50% da   Itambé  pela CCPR da  Vigor  e a posterior venda da  Itambé  à Lactalis. Ele definiu, no entanto, que a empresa francesa não poderá exercer os direitos de acionista até decisão da Câmara de Arbitragem Brasil-Canadá sobre a validade do negócio.

A  Itambé  tenta reverter a decisão de Ciampolini que impede a Lactalis de exercer os direitos de acionista e interpôs agravo interno na Câmara de Direito Empresarial solicitando que a decisão seja reconsiderada.

A Vigor, por sua vez, entrou com agravo contra a decisão de Ciampolini de validar as duas operações. Na quarta-feira passada, os dois recursos estavam na pauta da sessão da Câmara de Direito Empresarial para serem analisados, mas o julgamento foi suspenso após pedido de vista.