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FAO: produção mundial de leite deverá aumentar 1,4% em 2017

26/06/2017 09:55:00 - Por: FAO. Foto: Pixabay

O comércio mundial de produtos lácteos deverá registrar um segundo ano de crescimento modesto em 2017, aumentando 1% para 71,8 milhões de toneladas de equivalente leite.

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A produção mundial de leite deverá aumentar 1,4%, para 831 milhões de toneladas em 2017, com a produção devendo expandir na Ásia e nas Américas, estagnar na Europa e África e diminuir na Oceania, de acordo com um relatório da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

Durante a primeira parte de 2017 (de janeiro a maio), os preços permaneceram estáveis em geral, à medida que a recuperação das entregas de leite na União Europeia (UE) e o contínuo crescimento da produção nos Estados Unidos diminuíram as preocupações com a oferta.

O comércio mundial de produtos lácteos deverá registrar um segundo ano de crescimento modesto em 2017, aumentando 1% para 71,8 milhões de toneladas de equivalente leite. A continuação da recuperação das importações pela China, após queda substancial sustentada em 2015, deverá ser o principal motor de crescimento. As compras de Rússia, México, Austrália, Filipinas, Tailândia, Iêmen e Coreia, entre outros países, também deverão aumentar.


Por outro lado, deverá ocorrer uma queda das importações de Brasil, Arábia Saudita, Malásia, Vietnã e Nigéria, enquanto as vendas para a Indonésia, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos e Japão deverão permanecer praticamente inalteradas.

No mercado internacional global de produtos lácteos, espera-se que os fluxos comerciais de leite em pó desnatado, queijo e manteiga se expandam, enquanto os de leite em pó integral poderão cair.


A UE, Estados Unidos, Argentina e Canadá são os principais países exportadores que deverão ver aumento das vendas, enquanto Nova Zelândia, Austrália e Suíça deverão ter uma redução nas vendas.

A produção de leite sustentada na UE e o aumento na produção nos Estados Unidos deverão ser os fatores mais dinâmicos que afetarão o mercado internacional em 2017.

Na Oceania, as menores ofertas de leite deverão restringir suas exportações, enquanto que na Bielorrússia, espera-se que o nível de embarques permaneça inalterado devido ao crescimento limitado da demanda de importação pela Rússia, combinado com uma maior concorrência de outras fontes de oferta.