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Custo de criação de novilhas na região da Zona da Mata mineira

03/07/2017 10:40:51 - Por: Marcus Vinicius Castro Moreira, Marcos Inácio Marcondes, José Maurício de Souza Campos, Sebastião Teixeira Gomes em Revista V&Z

Houve grande variação nos dados encontrados nas propriedades analisadas, mesmo aquelas com sistema de produção semelhante e com IPP semelhantes.

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O Diagnóstico da Pecuária Leiteira de Minas Gerais, realizado em 2005, apontou que o capital investido na produção de leite é elevado, em torno de R$ 2.440,00/litro produzido por dia, o que causa alto custo fixo médio da atividade (GOMES, 2005). Nesse estudo constatou-se, também, que a taxa de remuneração do capital investido, considerando o valor empatado em terra, é de 1,92 % ao ano, ou seja, evidencia o leite como um negócio pouco atrativo.

Neste contexto, a importância dos custos de criação, assim como o tempo que a novilha pode levar para entrar em produção, vem aumentando o interesse dos pesquisadores sobre as taxas de crescimento na recria de novilhas leiteiras, visando a ganhos maiores, bem como impacto sobre a produção de leite durante a vida produtiva desses animais (NRC, 2001). A idade ao primeiro parto no Brasil é alta, variando entre 27 a 44 meses de acordo com a população estudada (MADALENA,1993; LEDIC,1993; ALMEIDA et al., 1995; BALIEIRO, 1996; RENNÓ, 2001). O objetivo principal de um sistema de manejo de fêmeas de reposição é produzir vacas produtivas e rentáveis, de forma rápida. Sendo assim, para avaliação da eficiência da reposição de fêmeas leiteiras deve-se avaliar não somente dados zootécnicos como idade ao primeiro parto, ganho de peso ponderal, produção de leite, mas também dados econômicos como tempo de retorno do capital, taxa de remuneração do capital e custo da novilha ao parto.

Portanto, este estudo foi desenvolvido com o objetivo de avaliar os custos de produção de novilhas na região da Zona da Mata Mineira, em fazendas assistidas pelo Programa de Desenvolvimento da Pecuária Leiteira da Região de Viçosa (PDPL-RV), identificando os pontos críticos, o tempo de retorno do capital investido, bem como a influência da IPP na taxa de remuneração do capital e o custo total das novilhas. 

Materiais e Métodos

Foram utilizados dados econômicos e zootécnicos, coletados mensalmente, para novilhas que tiveram o parto em 2009 e 2010 em 22 propriedades leiteiras participantes do Programa de Desenvolvimento da Pecuária Leiteira da Região de Viçosa (PDPL-RV), sendo que a grande maioria das propriedades apresentava sistema semi-intensivo de produção e um rebanho com predominância de sangue europeu, acima de ¾ HZ.

Os dados econômicos e zootécnicos foram obtidos por meio da coleta de dados a campo, no entanto, para a individualização dos dados econômicos e interpretação foi utilizado o software, PCC Leite do SEBRAE-MG. A metodologia utilizada para análise dos custos de produção e indicadores econômicos foi a dos custos operacionais e custo total (MATSUNAGA et al.,1976). Foram utilizados os dados de valores econômicos corrigidos com base no IGP-DI (índice geral de preços de disponibilidade interna, calculado pela Fundação Getúlio Vargas), para outubro de 2010.

Posteriormente, mediante consulta à base de dados das propriedades estudadas junto ao PDPL-RV, foram estimados:

1) Custo Operacional Efetivo corresponde ao total dos gastos diretos ao longo do ano; envolve os gastos com mão-de-obra, insumos em geral, etc. Para identificarmos o custo operacional efetivo por novilha (COEn) foram segmentados esses gastos para o setor de recria e depois foi dividido pela quantidade de animais, sendo o mesmo raciocínio válido para identificarmos o custo operacional efetivo por total de vacas (COEvt). Essa segmentação foi realizada com base no tempo de utilização ou quantidade consumida.

2) O Custo Operacional Total envolve todos os gastos descritos anteriormente somados às despesas com a mão-de-obra familiar e às depreciações dos bens utilizados na atividade, ao longo do ano. O custo com mão-de-obra familiar foi estimado a partir da função que a pessoa exerce na propriedade e do salário compatível com o valor que o mercado paga para alguém que exerça essa função. Já para o cálculo de depreciação foi usado o modelo de cotas fixas (GOMES, 1999), sob a seguinte fórmula: (valor de novo - valor de sucata)/vida útil. Para identificarmos o custo operacional total por novilha (COTn) e o custo operacional total por total de vaca (COTvt) usou-se o mesmo raciocínio do COEn e COEvt.

3) Custo Total compreende os gastos descritos anteriormente somados aos juros sobre o capital investido na atividade leiteira, ao longo do ano. Foi utilizada a taxa de juros real de 6% a.a. Para identificarmos o custo total por novilhas (CTn) foi feita a segmentação desses gastos para o setor de recria, conforme descrito acima e depois dividiu-se pela quantidade de animais, sendo o mesmo procedimento válido para identificarmos o custo total por vacas (CTvt).

4) Margem Bruta/Vaca total (MBvt): A margem bruta é obtida da renda bruta da atividade leiteira ou do leite descontando-se o custo operacional efetivo. Para identificarmos a MBvt foi dividido esse valor de margem bruta pelo número médio de vacas totais ao longo do ano.

5) Margem líquida/Vaca total (MLvt): A margem líquida é obtida pela renda bruta da atividade leiteira ou do leite, descontada do custo operacional total. Para identificarmos a MLvt foi dividido esse valor de margem líquida pelo número médio de vacas totais ao longo do ano.

6) Lucro/Vaca Total (Lvt): O lucro é obtido da renda bruta da atividade leiteira ou do leite descontando-se o custo total. Para identificarmos o Lvt foi dividido o Lucro pelo número médio de vacas totais ao longo do ano.

7) Renda Bruta do Leite (RBl): É a renda obtida com a venda do leite (incluindo aleitamento para bezerras e consumo próprio) ao longo do ano.

8) Renda Bruta da atividade leiteira (RBat): É a renda obtida com a venda do leite (incluindo aleitamento para bezerro(a)s e consumo próprio) somado à venda de animais, variação do inventário animal, e ainda a venda de algum outro produto ou subproduto da atividade, como o esterco.

9) Idade ao Primeiro Parto (IPP): Corresponde ao espaço de tempo entre o nascimento da bezerra até o primeiro parto desta.

10) Tempo de Retorno (Tret): Corresponde ao espaço de tempo entre o investimento e a recuperação do mesmo. Foi calculado pela diferença do COTn pelo valor de descarte dividido pela relação ML do leite/Vaca Total somado ao valor da cria. O Valor de descarte foi determinado através do preço médio de mercado aplicado na região, que, em média foi de R$ 1.000,00 por cabeça. Para determinar o valor da cria somou-se o valor do sêmen gasto para emprenhar a mesma, com base na média de doses de sêmen por prenhês gasta e no valor de sêmen.

11) Taxa de Remuneração do Capital (TRC): percentual de remuneração do estoque de capital investido na atividade leiteira, representada pela margem líquida dividida pelo estoque de capital médio com ou sem terra.

Foram analisados, também, os principais custos da fase de cria (bezerras),que corresponde ao período do nascimento ao desaleitamento, sendo que na maioria das fazendas esse período é de 60 dias, mas em algumas ele se estende até os 90 dias. O sistema de aleitamento utilizado é o artificial. E definida como recria (novilhas), o período do desaleitamento ao parto, que varia bastante conforme a idade ao primeiro parto.

Foi realizada análise do custo de vaca para cálculo do tempo de retorno da reposição de fêmeas leiteiras.

Os dados foram analisados segundo modelo misto, considerando ano, produtor e tempo de assistência técnica com efeitos aleatórios e as variáveis descritas anteriormente como efeitos fixos quantitativos do modelo. Foram testados apenas efeitos lineares. Todos os procedimentos estatísticos foram realizados por intermédio do programa SAS, adotando-se 0,10 como nível crítico de probabilidade para o erro tipo I.

Resultados e Discussão 

Houve grande variação nos dados encontrados nas propriedades analisadas, mesmo aquelas com sistema de produção semelhante e com IPP semelhantes. Essas diferenças podem ser observadas na tabela 1, onde há a descrição dos custos na fase de cria e recria, citando os valores mínimos, médios e máximos. De forma generalizada, essas discrepâncias podem ser explicadas por diferentes preços dos insumos, valores pagos por mão de obra contratada e por algumas práticas de manejo. Outro ponto importante a ser considerado é que os valores observados foram elevados em comparação com outros estudos já citados.

Tabela 1. Descrição dos custos nas fases de cria e recria, contemplando os valores mínimos, médios e máximos, em reais, bem como o desvio-padrão, encontrados em cada item no banco de dados.


Para entender um pouco mais sobre as diferenças nos valores encontrados na tabela 1, deve-se proceder a uma analise mais detalhada dos dados. Por exemplo, na fase de cria o aleitamento foi a variável que mais afetou o custo desta, representando aproximadamente 41% do custo dessa fase (Figura 1), demonstrando a importância do desaleitamento precoce. As maiores vantagens da desmama ou do desaleitamento precoce são as reduções no custo da alimentação, da mão-de-obra e na ocorrência de distúrbios gastrintestinais (CAMPOS et al., 1993). Os gastos com aleitamento influenciaram a idade ao primeiro parto de novilhas leiteiras (P = 0,077), segundo a equação abaixo:

IPP= 39,307 – 0,0183 x AL 
Sendo IPP = Idade ao Primeiro Parto dada em meses e AL = despesas com aleitamento dado em R$.

Pode-se notar que há uma relação inversa entre gastos com aleitamento e idade ao primeiro parto das novilhas, sendo assim deve-se aumentar o fornecimento de leite para as bezerras sem, contudo, comprometer o custo desse animal. Resultados como o encontrado no presente trabalho, demonstram que novas recomendações de aleitamento de bezerros com 6 ou 8 litros de leite diários até os 60 dias trazem um retorno não só zootécnico, mas também financeiro ao produtor (DIAZ et al, 2001; DRACLEY, 2005; DRACLEY, 2008).

O menor valor encontrado em gastos com aleitamento foi de R$ 163,58, já o valor máximo de R$ 474,14 (Tabela 1), uma variação de aproximadamente 289%, e desvio-padrão de R$ 43,11, que pode ser explicado principalmente pela variação do tempo de aleitamento nas diferentes propriedades, entre 60 e 90 dias, pelo uso do leite e/ou sucedâneo, bem como pelo valor desses insumos.

As despesas com concentrados e minerais, que geram grande preocupação ao produtor, representaram apenas 9,89% dos custos dessa fase (Figura 1), variando de R$ 22,77 à R$ 138,09 (Tabela 1). Esse baixo custo deve-se, sobretudo, ao baixo consumo durante essa fase. Essa variação deve-se principalmente ao manejo e preço do insumo, devido à inclusão de palatabilizantes, coccidiostáticos e outros aditivos, com desvio-padrão de R$ 17,75.

Os gastos com concentrados e minerais na fase de cria não influenciaram a idade ao primeiro parto (P = 0,44), embora seja imprescindível para garantir o desaleitamento precoce das bezerras. Isso provavelmente ocorreu em virtude do crescimento compensatório. O crescimento compensatório (BOHMAN,1955), refere-se ao fenômeno manifestado em mamíferos e aves, que após um período de restrição alimentar suficiente para deprimir o crescimento contínuo, ao acabar a injúria alimentar e reiniciar uma alimentação adequada, apresentam taxa de crescimento acima do normal, em animais da mesma idade e tamanho e em condições similares de ambiente (DOYLE e LESSON, 2001).

As despesas com sanidade (P = 0,233) nessa fase representaram 4% do custo (Figura 1), variando de R$ 15,69 até R$ 53,34 (Tabela 1), que compreendem gastos com medicamentos, vacinações, probióticos, vitaminas. E embora não tenha influenciado a IPP é imprescindível ter atenção a este, visto que essas práticas diminuem bastante o índice de mortalidade e garantem que as bezerras estejam aptas a se desenvolver. Nussio (2004) encontrou valores pró- ximos a 15 %, o que corresponderia a aproximadamente R$ 36,00, valor este semelhante ao valor médio encontrado no nosso banco de dados, embora o valor percentual tenha sido diferente.

Os custos fixos representaram 16% do custo total dessa fase (Figura 1), com valores variando de R$ 67,45 até R$ 232,28 e afetou a idade ao primeiro parto das novilhas leiteiras (P = 0,062), segundo a equação abaixo: 

IPP= 36,661 – 0,0256 x CF 
Sendo: CF = Custo Fixo, dado em R$

Figura 1. Distribuição percentual dos Custos na fase de Cria

Outras despesas como: energia elétrica, reparos de benfeitorias e máquinas e custo inicial do animal, tiveram pequena participação no custo total dessa fase (25%), sendo a amplitude de valores de R$ 88,90 à R$ 325,23 (Tabela 1). A maior representatividade desse custo deve-se principalmente a atribuição do valor inicial desses animais, que seria o valor da genética do animal.

As despesas com volumoso foram irrisórias, demonstrando que nessa fase o volumoso não é muito consumido e não tem tanta relevância, representando menos de 1% dos gastos, não tendo influencia sobre a idade ao primeiro parto (P = 0,187). Esse fato pode ser comprovado por pesquisas desenvolvidas por Lizieire et al. (2002) que demonstraram que o fornecimento de volumoso para bezerras pode ser feito a partir da oitava semana de idade, sem prejuízos para o seu desenvolvimento, desde que os animais tenham à sua disposição concentrado inicial desde a segunda semana de idade.

É importante ressaltar que alguns produtores obtiveram valores de mão de obra contratada igual à zero, em razão de toda mão de obra encarregada do manejo ser de origem familiar, sendo que o máximo valor encontrado nesse item foi de R$ 103,42 (Tabela 1), mas na média corresponde a apenas 6 % do custo total dessa fase (Figura 1), equivalente a R$ 45,24. Este dado é próximo ao encontrado por Nussio (2004), que foi em torno de 10%. Por esse valor não ser expressivo, principalmente pelo pouco tempo dessa fase, não foi determinante para interferir na idade ao primeiro parto (P = 0,101), embora tarefas relacionadas à preparação da alimentação e higienização de equipamentos e utensílios tenham grande impacto na vida produtiva do animal.

A fase de cria representou na média 21,89% do custo total das novilhas, e afetou a idade ao primeiro parto (P = 0,03), segundo a equação abaixo: 

IPP= 46,189 – 0,0169 x Cria 
Sendo, Cria = custo das novilhas na fase de cria e dada em R$.

O custo dessa fase teve uma amplitude de R$ 515,44 à R$ 1.053,21 (Tabela 1). Essa variação pode ser explicada pelas informações ditas anteriormente, como: preço dos insumos, tempo de fornecimento do leite e concentrado, entre outros. Em trabalho desenvolvido por Gabler et al (2000) os custos nessa fase variaram de US$ 68,34 (R$ 218,70) à US$ 299,02 (R$ 956,86), sendo um custo semelhante ao encontrado nas fazendas assistidas pelo PDPL-RV.

O período de recria, que corresponde ao período da desmama ao parto, apresenta algumas diferenças quanto à fase anterior, mas não deixa de ser imprescindível para determinar uma idade ao primeiro parto precoce (P < 0,001).

Após o desaleitamento, a ingestão de concentrado aumenta rapidamente, devendo-se limitar a quantidade fornecida para estimular o consumo de volumoso. A quantidade de concentrado a ser oferecida dependerá da qualidade dos alimentos volumosos disponíveis e dos objetivos da exploração, principalmente da idade desejada para a primeira parição (CAMPOS et al., 1993). Sendo assim importância muito maior foi dada ao gasto com concentrado e mineral (P < 0,001), que variaram de R$ 264,70 à R$ 1372,32 (Tabela 1), representando 34% (Figura 2) do custo total dessa fase. E a equação que define essa relação é: 

IPP = 42,167 – 0,0228 x Cmn 
Sendo, Cmn = Custo com concentrados e minerais na recria em R$.

O gasto com volumoso foi também determinante para redução na idade ao primeiro parto (P < 0,001), representando aproximadamente 22% do custo total da recria (Figura 3), e variando de R$ 351,16 à R$ 1023,23 (Tabela 1), conforme o tipo de volumoso utilizado (silagem de milho, cana, pasto, capineira) e sua eficiência de produção. Sendo que a equação que define essa relação está representada abaixo: 

IPP= 41,939 - 0,0335 x Cvol 
Sendo, Cvol= Custo com volumoso na fase de recria e dado em R$.

Figura 2. Distribuição percentual dos Custos na fase de recria.

A fazenda com maior gasto com volumoso usa silagem de milho como única fonte de volumoso tanto no período das águas quanto seca, durante toda a vida do animal, tendo um custo quase 3 vezes maior que aquela que teve o menor custo e por sua vez usa cana no período das secas e pastagem mais capim elefante no período das águas; mas também foi a que apresentou menor idade a primeira parição. Quando se fala em custo tem-se optado pela forragem em pastejo que apresenta 1/3 do custo de outras fontes de alimento como o feno ou silagem (LAZENBY,1981). E dentre as opções de volumosos suplementares, a cana de açúcar tem posição consolidada para essa fase. De acordo com Nussio e Schmidt (2005), usando-se silagem de milho ocorre um aumento de 47% no custo de alimentação da fase que vai da inseminação ao parto, demonstrando a importância da escolha de alimentos alternativos dessa fase.

Agrupando os custos de cria e recria há o custo de produção de novilhas, onde pode se observar que aproximadamente 60% do custo dessa fase correspondem à alimentação animal, seja pela ingestão de leite, volumoso, concentrados e mineral. Dado semelhante foi encontrado por Gabler et al. (2000) onde a alimentação representou 60,3% do custo de novilhas. Dessa forma, atenção especial deve ser dada a este item, tanto no que diz respeito à manutenção do fornecimento adequado de uma dieta balanceada, como também em estratégias para reduzir esse custo, através do uso de alimentos alternativos no concentrado, desaleitamento precoce, entre outros.

Segundo Sejrsen e Purup (1997), no período pré-puberdade (dos 80-90 até os 250-280 kg de peso vivo, aproximadamente), o crescimento da glândula mamária se caracteriza pelo aumento acelerado da matriz adiposa e pela proliferação dos dutos neste tecido, formando o parênquima. Por este motivo, há de se evitar a subnutrição e, principalmente, a superalimentação da novilha com rações desbalanceadas, principalmente com excesso de energia. Ganhos de peso acima de 900 g/dia nesta fase resultam em má formação do úbere e menor produção de leite na primeira lactação.

Os gastos com sanidade passaram a ter menor representatividade nessa fase, correspondendo a 2% (Figura 2) e com valor médio de R$ 63,46 (Tabela 1). Este dado é semelhante ao encontrado por Nussio (2004), mas nem por isso deixa de afetar a idade à primeira parição (P = 0,004), demonstrando a importância de se seguir um rígido calendário sanitário, que contemple todas vacinações exigidas, bem como controle de endo e ectoparasitas, e manejo do ambiente. E a equação que define tal relação é : 

IPP= 40,224 - 0,265 x CSan 
Sendo, CSan= Custo com sanidade na recria e dado em R$.

Já gastos com mão de obra variaram de 0 a R$ 563,63 (Tabela 1), e representaram 11% do custo (Figura 2), afetando diretamente no objetivo final que é uma parição mais cedo (P = 0,001) . E essa relação foi definida pela equação abaixo: 

IPP= 37,549 – 0,0317 x CRMDO 
Sendo, CRMDO= Custo de mão de obra na recria e dado em R$.

À medida que se investe em mão de obra há uma queda na IPP, esse comportamento é explicado devido às funções essenciais desempenhadas por esses funcionários, que avaliam a sanidade dos animais e intervém quando necessário; disponibilizam alimentação para os mesmos, entre outras atividades; e a não realização dessas atividades compromete o desempenho dos animais.

O valor de mão de obra igual a zero encontrado em algumas fazendas ocorre devido à presença da mão de obra familiar no manejo do rebanho, que por sua vez é contabilizado no item custo fixo (P = 0,025), que compreende 23% do custo dessa fase (Figura 2), e também de grande variação, indo de R$ 431,17 à R$ 968,19, mais de 100%; e desvio-padrão de R$ 70,34 (Tabela 1). Essa variação encontrada deve-se principalmente ao capital empatado em benfeitorias e máquinas que é bastante diversificado entre as fazendas. E essa relação foi definida pela equação abaixo: 

IPP= 44,886 - 0,0465 x Cfix 
Sendo, Cfix = Custo Fixo na recria e dado em R$.

Todos os itens analisados na recria tiveram efeito sobre a idade ao primeiro parto, isso se deve ao maior tempo destinado a essa fase em comparação à fase de cria. Outras despesas como impostos, manutenção de benfeitorias e máquinas, variaram de R$ 37,04 à R$ 338,77.

Somando-se o custo de cria e recria tem-se o custo total. O custo total médio encontrado no banco de dados foi de R$ 3.368,45 (CV= 61,36%), sendo o menor valor R$ 2.423,81, já o valor máximo R$ 4.250,13. Essa variação pode ser explicada por diferentes sistemas de produção encontrados no banco de dados, variando de sistemas extensivos (a pasto) até um sistema intensivo (Free-stall), diferentes idades à primeira parição, diferentes quantidades de volumoso e concentrado, bem como de preços diversos na aquisição de insumos e também da mão de obra.

À medida que há um aumento no custo total das novilhas há uma diminuição na idade ao primeiro parto (P < 0,001), ou seja, há uma relação inversa entre esses fatores, como pode ser observado na Figura 3, sendo a equação que define tal comportamento: 

IPP= 50,07 – 0,0049 x CTn 
Sendo, CTn, o custo total de novilhas (R$) e IPP a idade ao primeiro parto (meses).

O custo total predito para uma novilha parir com 24 meses foi de R$ 5.320,40 (US$ 1.662,62), enquanto para uma novilha parir com 30 meses foi R$ 4.095,91 (US$ 1.279,98), já para uma idade ao primeiro parto 36 meses foi de R$ 2.871,42 (US$ 897,32). Comparando-se esses valores preditos com os encontrados no banco de dados observa-se uma grande diferença, provavelmente em virtude do fato de algumas fazendas com o mesmo custo de produção ter idades ao primeiro parto distintas (Figura 3), demonstrando a importância do manejo geral na fase de cria e recria no resultado final. E assim a equação dada acima, apresenta, R² = 0,309, ou seja, ela não é tão precisa para identificação da IPP a partir do custo de produção, embora esse custo tenha influenciado a IPP.

Figura 3. Relação entre o custo total de novilhas e idade ao primeiro parto.

Em estudo realizado na Embrapa Gado de Leite sistemas confinados e a pasto de gado mestiço (YAMAGUCHI et al., 1996), observou-se um custo da novilha ao parto no sistema confinado de US$ 1.492,00 (R$ 4.774,40)* e uma idade ao primeiro parto de 820 dias (aproximadamente 27 meses), enquanto no sistema a pasto o custo da novilha ao parto foi de US$ 607,00 (R$ 1.942,40)* e este parto ocorreu aos 1083 dias (aproximadamente 36 meses). Há expressiva diferença nos valores encontrados em comparação ao predito na equação, chegando a aproximadamente 100% para uma novilha que pari aos 36 meses, e aproximadamente 30% para uma novilha que pari aos 27 meses. Essas diferenças encontradas foram ocasionadas principalmente pelas variações nos preços dos insumos, mão de obra e também de manejo. Contudo é interessante observarmos a semelhança de que quando a idade ao primeiro parto foi maior o custo foi menor, ou seja, o mesmo comportamento dos dados.

Segundo os resultados apresentados, se existir a possibilidade de compra de novilhas de mesmo mérito genético ao preço de R$ 3.500,00 no mercado, a primeira opção dos produtores mais tecnificados deveria ser a compra destes e deixar de recriar, visto que é mais barato comprar do que produzi-las já, se o valor encontrado for de R$ 4.500,00, é melhor produzir esse animal.

Porém, essa decisão não deve ser tomada apenas analisando-se o preço dos animais e o custo de produção. Há algumas desvantagens de não se fazer a recria na própria fazenda como: dependência do material genético de terceiros, risco de introdução de doenças no rebanho, riscos de oscilação de mercado, como aumento repentino da procura por animais de reposição e conseqüentemente uma elevação inesperada no preço desses animais. Por isso, caso a opção seja adquirir esses animais de terceiros, seria interessante o produtor tentar minimizar esses riscos, por exemplo, certificando-se de que há mais de uma opção de rebanho para realizar essas compras, exigindo garantias de sanidade e se possível tudo isso atestado num contrato. Em algumas regiões há também a opção do sistema de parcerias.

Outro ponto que deve ser avaliado é a disponibilidade de terra para se realizar a recria, visto que principalmente em áreas pequenas deve se optar por garantir o máximo de ocupação possível com vacas em lactação, que são a principal e mais imediata fonte de renda para o produtor de leite.

E em virtude da dificuldade em se fazer essas parcerias, e de todos os entraves acima listados, todos os produtores assistidos pelo PDPL-RV realizam recria própria.

Uma análise simplista pode nos levar a uma conclusão errônea de que devemos buscar uma idade ao primeiro parto mais alto para se reduzir os custos e melhorar a rentabilidade do produtor; e essa interpretação equivocada leva o produtor a cometer esse erro. O importante é buscar a melhor relação benefício – custo, maximizando o lucro.

Assim para decidir qual a melhor opção, deve-se incluir na aná- lise a categoria vaca (GOMES, 1999). Demonstrando a importância de fazermos a análise do tempo de retorno do capital

Embora, como dito anteriormente o custo total unitário de se recriar uma novilha seja maior à medida que se diminui a idade ao primeiro parto, o tempo de retorno tem comportamento inverso (P = 0,029). Ou seja, quanto menor a idade ao primeiro parto, menor será o tempo de retorno. Como pode ser observado na Tabela 2, comparando o tempo de retorno de uma novilha que pariu com 36 meses com outra de 24 meses, este chegou a ser 2,5 vezes maior. Sendo que uma novilha que pariu com 24 meses teve o retorno de capital em menos de um ano, isso se deve sobretudo à maior produção desses animais que asseguram uma maior margem líquida.

É importante salientarmos que deve haver uma sincronia entre a produção por vaca em lactação e margem líquida deixada por ela, com relação à idade ao primeiro parto e custo da novilha. Portanto, embora seja interessante buscar uma idade ao primeiro parto menor, devemos avaliar o sistema de produção da fazenda para sabermos se é mais viável uma idade ao primeiro parto de 24 ou 25 meses.

Quanto menor a idade ao primeiro parto, maior será o número de vacas em lactação por total de rebanho (P = 0,002) e por área (P < 0,001)(Tabela 2).

Todos esses indicadores estão ligados, e, ao se reduzir a idade ao primeiro parto haverá uma mudança na estrutura do rebanho (Tabela 2). Considerando uma IPP de 24 meses haverá 45,28% de vacas em lactação por total do rebanho e 1,3 vacas em lactação por hectare, já com uma IPP de 36 meses essa relação cai para 36,59% e 0,68, respectivamente, pois na área que podia ser ocupada por vaca teríamos novilha. Segundo Lobato (2009), a adequação da estrutura do rebanho é uma alternativa interessante para se aumentar a rentabilidade da atividade leiteira, sendo desejados índices de vacas em lactação por total de rebanho superior a 40%. E, além disso, o mesmo autor afirma que a baixa produtividade por área se deve, principalmente, a baixa proporção de vacas em lactação por área e esta por sua vez é consequência da estrutura de rebanho.

Foi observado também que quanto menor a idade ao primeiro parto, maior será a produção de leite diária (P = 0,001), maior a renda da propriedade (P = 0,001), menor o estoque de capital empatado por litro de leite (P = 0,003) e por conseqüência, maior a taxa de remuneração do capital com (P = 0,027) e/ou sem (P = 0,091) a terra (Tabela 2).

Sendo RB at= Renda Bruta da atividade (R$), TRC ct ou st = Taxa de remuneração do Capital (%), L/VL = Litros por vacas em lactação, L/dia = produção diária (Litros/dia), VL/ área = Vacas em lactação por área (cabeças/ha), VL/TR = Vacas em lactação por total do rebanho (%), Capital / Litro = Capital médio empatado por litro (R$/L), TRET= Tempo de retorno (anos). RBat=1546450,92 -35850,42 IPP; TRCct=17,8686 - 0,4225 IPP; TRCst= 24,3702 - 0,5513 IPP; L/VL= 11178 - 206,13 IPP; L/dia= 3552,79 -83,1416 IPP; VL/área= 2,5207 - 0,05104 IPP; VL/TR= 62,6653 - 0,7244 IPP; Capital/litro= -592,28 + 62 IPP; TRET= - 2,1681 + 0,1282 IPP.

Como há um aumento do número de vacas em lactações por hectare com a redução do IPP, há um aumento da produção de leite por dia e, por conseguinte na renda, além disso, o ciclo de reposição dos animais será menor e assim haverá um excedente maior de animais para ser vendidos. Para uma idade ao primeiro parto de 24 meses obtivemos uma renda bruta da atividade de R$ 686.040,88, já aos 36 meses obtivemos R$ 255.835,84.

Além disso, há uma maior produção por vaca em lactação (P < 0,001) quando há uma redução na IPP. Deresz (1992) menciona que uma das causas da baixa produtividade do rebanho leiteiro no Brasil é a avançada idade das novilhas ao primeiro parto, resultado da má alimentação e manejo inadequado desta categoria animal em sua recria, comprometendo o desempenho do animal quando adulto. O principal fator limitante do potencial de produção de leite de uma vaca é a quantidade de tecido secretor da glândula mamaria (SEJRSEN et al., 1997). Portanto, priorizar sistemas de manejo da recria que maximizem o desenvolvimento do tecido secretor da glândula mamária pode potencialmente melhorar a produção de leite dos animais durante toda sua vida produtiva.

O Diagnóstico da Pecuária Leiteira do Estado de Minas Gerais (2005) mostra que, em média, as propriedades mineiras produtores de leite têm R$ 449.683,81 empatados na atividade leiteira; destes, 70% são empatados no fator terra.

Na análise do indicador capital empatado na atividade leiteira por litro de leite produzido (R$/L) que mede a eficiência dos investimentos realizados pelo empresário, constata-se se o volume de leite está condizente com o patrimônio (Nascif, 2008). Com uma maior produção há uma redução no estoque de capital empatado por litro de leite, há um efeito de diluição, visto que para uma idade ao primeiro parto de 24 meses observou-se um estoque de capital por litro de leite em torno de R$ 895,72, enquanto para um IPP de 42 meses esse valor foi de R$ 2011,72, o que influencia diretamente na taxa de remuneração do capital destes.

Entre as medidas de resultado econômico da produção de leite, a taxa de remuneração do capital investido (TRC) é uma das mais interessantes, visto que permite comparar a rentabilidade do negócio com investimentos alternativos no mercado financeiro, segundo Gomes (2004). Em outras palavras, a TRC permite verificar a atratividade do negócio.

Neste caso, constata-se que a atividade leiteira é mais atrativa quando a IPP é menor, com uma taxa de remuneração do capital sem terra de 11,14% (24 meses) e 4,52% (36 meses). Quando o estoque de capital em terra entra na conta, esses valores são de 7,73% e 2,66%, respectivamente, essa redução pode ser explicada pela grande quantidade de área usada para produzir leite, o que por outro lado reflete um grande potencial a ser explorado. Sendo assim há um aumento na taxa de remuneração do capital com e/ou sem terra, quando diminuímos a idade ao primeiro parto. Ou seja, uma redução na idade ao primeiro parto de 30 meses para 24 meses seria capaz de aumentar a renda bruta da atividade leiteira em mais de 40%, bem como aumentar a taxa de remuneração do capital nessa mesma proporção. Gomes (2005) sugere que para a atividade leiteira ser atrativa economicamente a taxa de remuneração do capital sem terra deve ser de no mínimo 15 % a.a., e a taxa de remuneração do capital com terra de no mínimo 10 % a.a., considerando a taxa real, e não a nominal.

Conclusão

Para haver uma redução na idade ao primeiro parto é necessário que o produtor tenha um dispêndio maior nas fases de cria e recria, principalmente garantindo uma boa nutrição desses animais.

Esse aumento do custo por sua vez é justificado por uma maior produção por vaca, por área, aumentando a renda deste e tendo um retorno do capital investido na reposição de fêmeas leiteiras de forma mais rápida.

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Autores:

1. Marcus Vinicius Castro Moreira: Médico veterinário, CRMV-MG nº 9137, Universidade Federal de Viçosa, Departamento de Zootecnia, 36570-000, Viçosa - MG, Brasil. marquimarlieria@yahoo.com.br . Bairro: Fátima; Rua: Hélio Stanciola, 120, 201. Telefone: 31 38926834 ou 31 996287276. 

2. Marcos Inácio Marcondes: Médico veterinário, CRMV-MG nº 1475, Universidade Federal de Viçosa, Departamento de Zootecnia, 36570-000, Viçosa - MG, Brasil. 

3. José Maurício de Souza Campos: Universidade Federal de Viçosa, Departamento de Zootecnia, 36570-000, Viçosa - MG, Brasil. 

4. Sebastião Teixeira Gomes: Universidade Federal de Viçosa, Departamento de Economia Rural, 36570-000, Viçosa - MG, Brasil.