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Chile: importações de produtos lácteos batem recorde

21/07/2017 09:05:21 - Por: Fedeleche, com dados da ODEPA.cl, traduzidas pela Equipe MilkPoint

Os maiores aumentos nas importações de lácteos ocorreram no setor de queijos, cujo volume aumentou quase 79%.

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Até maio 2017, foi registrado um aumento de 78% nas importações de produtos lácteos do Chile, que alcançaram quase US$ 140 milhões. Expresso em litros equivalente, as importações atingiram cerca de 340 milhões de litros, o que representa um aumento de 69% em relação ao volume importado nos primeiros cinco meses de 2016, de acordo com os dados contidos no último boletim sobre o setor leiteiro Serviço de Estudos e Políticas Agrárias (Odepa).

Os maiores aumentos nas importações de lácteos ocorreram no setor de queijos, cujo volume aumentou quase 79%, para 19.895 toneladas durante os primeiros cinco meses de 2017. Os destaques incluem cerca de 25% do volume importado de queijos de origem neozelandesa, com 4.926 toneladas e uma expansão de quase 250%.

Volumes significativos também foram provenientes dos Estados Unidos (3.691 toneladas e 18,6% das importações totais até a data). A Argentina, com 11,6% e um total de 2.303 toneladas, é um fornecedor tradicional e importante. No entanto, com seus países tomados em conjunto, a União Europeia é a principal fonte de queijos importados, com cerca de 7.500 toneladas. Entre eles, a Alemanha contribui com quase 3.600 toneladas, um aumento de 336%. Também se destaca a Holanda, com 2.790 toneladas, e, em menor volume, Espanha e França, com cerca de 500 toneladas cada.

Da mesma forma, aumentou a importação de leite em pó, em particular de leite integral, atingindo 12.385 toneladas (125 milhões de litros equivalentes, 60% a mais do que no ano anterior). A Nova Zelândia, com cerca de 4.500 toneladas, é o segundo maior fornecedor, depois apenas dos Estados Unidos, com mais de 5.500 toneladas e quase 45% das importações deste produto até agora. Em seguida estão os países da União Europeia, Argentina e Uruguai.

Deve-se notar que o Chile praticamente não tem tarifas sobre importações de lácteos. A exceção são os países da UE quando os volumes importados excedem as cotas, como em queijos, cuja cota é 2.550 toneladas atualmente, e outras fontes de exceção, como o Canadá.

Também aumentou significativamente a importação de leite fluido atingindo um total de 546.000 litros, assim como, o crescimento da importação de leite concentrado ou evaporado e condensado. Caíram um pouco as importações de manteiga, cujo preço internacional está muito alto.

Exportações de produtos lácteos 

As exportações de produtos lácteos nos primeiros cinco meses de 2017 foram avaliados em US$ 95 milhões, o que representou um aumento de 22% durante o mesmo período de 2016. Em litros equivalentes, as exportações excederam 147 milhões, diminuindo 2,8% em comparação com janeiro-maio de 2016.

As exportações de leite em pó caíram 52%, para 2.855 toneladas, 88% dos quais foram para o mercado brasileiro. Já as exportações de queijos atingiram 4.142 toneladas de queijo, 96% a mais que no mesmo período de 2016. Quase 44% deles foram para o México, mercado tradicional do Chile. Também foram importantes Rússia, Coreia do Sul, China e Peru, mercados que aumentam sensivelmente.

O valor das exportações de produtos lácteos nos primeiros cinco meses de 2017 foi de US$ 44,8 milhões a menos que o das importações (32,2%). A diferença percentual é maior se a comparação é feita em litros equivalentes, pois as importações superaram 192,3 milhões de litros as exportações (131%).