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Composição química e qualidade da silagem de sorgo

02/08/2017 10:42:23 - Por: Neyton Carlos da Silva em Revista V&Z

O sorgo é uma cultura que produz silagens com boas características fermentativas e, depois do milho, é a cultura anual mais importante para a produção de silagem.

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O sorgo tem como origem a África e parte da Ásia. Apesar de ser uma cultura muito antiga, somente a partir do fim do século XIX é que teve grande desenvolvimento em muitas regiões agrícolas do mundo. (VEIGA, 1986).

A prática de conservação de forragens sob a forma de silagem é uma das mais difundidas e seu uso tem sido crescente. À medida que a exploração pecuária se torna mais tecnificada, a procura de melhores índices zootécnicos e rentabilidade econômica, têm levado um grande número de produtores de leite e de corte, a adotarem sistematicamente essa prática.

O sorgo é uma cultura que produz silagens com boas características fermentativas e, depois do milho, é a cultura anual mais importante para a produção de silagem, variando de 72 a 92% de valor nutritivo do milho quando fornecido como único volumoso (PIZARRO, 1978a) ou 85 a 90% quando ingrediente de uma dieta (FANCELLI, 1986).

Bernardino (1996) afirma que a cultura de sorgo para forragem deve ocupar de 30 – 35% da área cultivada no país e, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a safra de sorgo no ano de 2005/2006 foi de 1.720.000 toneladas. A produção apresentou um aumento de 8% em relação à safra de 2004/2005. (www.ibge.gov.br).

Esta revisão tem como objetivo mostrar a importância da silagem de sorgo na alimentação animal e os pontos importantes que afetam a sua composição química e a qualidade desta silagem.

2. Revisão de Literatura 

2.1. Fatores que afetam a qualidade da silagem de sorgo

O objetivo da ensilagem é manter a qualidade da forragem através da estocagem com mínimas perdas de nutrientes (MUCK, 1988). 

Craseman (1958), citado por Watson e Nash (1960), relata que 80% das perdas na silagem correspondem a carboidratos e 16% a compostos nitrogenados.

A ensilagem de sorgo ganha papel de destaque, em regiões áridas e semiáridas onde a cultura de sorgo se sobressai devido suas características vegetativas. O sorgo é uma planta com sistema radicular bem desenvolvido, permitindo obter água nas camadas mais profundas do solo, com superfície foliar menor que a do milho e células que fecham os estômatos, em condições adversas, evitando maiores perdas de água por transpiração (SERRANO, 1971).

Muitos são os obstáculos que impedem a produção de silagem de alta qualidade. O inadequado carregamento do silo, sua má compactação e vedação, além dos processos biológicos como respiração da planta, atividade proteolítica, atividade clostrídica e atividade dos microrganismos aeróbicos, são alguns desses obstáculos (MOORE; 1962, LANGSTON et al, 1962; MUCK, 1988).

O efeito da maturidade e do tamanho de partícula sobre a qualidade da silagem de sorgo é de particular interesse e importância neste estudo.

1. Maturidade

O processo de maturação é extremamente complexo, envolvendo numerosas alterações na morfologia e composição da planta. Conse- quentemente, os efeitos da maturidade sobre o valor nutritivo e quali- dade da silagem são difíceis de serem compreendidos (OWEM, 1967). 

O estádio em que o sorgo é colhido tem marcada influência sobre a composição da silagem (WEBStER, 1963). Durante o processo de maturação do sorgo, do florescimento ao estádio de grão duro, há uma redução no teor de proteína bruta e na digestibilidade da matéria seca das partes vegetativas da planta (colmo e folhas). No entanto, neste período, o acumulo de nutrientes aumenta acentuadamente, principalmente naqueles cultivares de sorgo de maior produção de grãos, em função da elevada translocação de nutrientes para as panículas (ZAGO, 1991).

Johnson et al. (1971), estudando o efeito da maturidade sobre a composição química da planta do sorgo, relatam que o aumento no teor de matéria seca da panícula, durante a maturação, é o maior responsável pela queda da umidade da planta total, evidenciando a importância da panícula na elevação da porcentagem de matéria seca da planta. No mesmo trabalho foi determinado que a porcentagem de proteína bruta da planta inteira decresce com a maturação, enquanto porcentagens de fibra em detergente neutro e fibra em detergente ácido aumentam nos colmos e nas folhas.

Danley e Vetter (1973) concluíram que o avanço da maturidade e a ensilagem afetam a digestibilidade e valor nutritivo das forragens através de uma interação complexa e que a magnitude de seu efeito é variável para diferentes espécies de plantas.

Com a maturidade da planta, a digestibilidade da silagem do sorgo geralmente decresce e o consumo voluntário aumenta. Fox et al. (1970), observaram que a digestibilidade da matéria seca, da celulose, da proteína e dos grãos decresceu com a maturidade da planta. Segundo Webster (1963), quando o grão está inteiramente maduro uma porcentagem substancial deles passa através do trato- gastrointestinal sem ser aproveitado.

Segundo Ramsey et al. (1961) as sementes de sorgo colhido no estádio leitoso, farináceo e maduro, para confecção de silagem, passaram através do trato digestivo dos animais em taxas de 2,9, 25,0 e 90,8 sementes por 100g de fezes úmidas, respectivamente. Por outro lado, Lawton (1971) relatou que a boa silagem depende da colheita da forragem no estádio certo de crescimento e ensilagem rápida. Um atraso além do ponto ótimo de crescimento acarreta em perdas do potencial de vantagem.

Alvarenga (1993) observou que o uso da silagem de sorgo na alimentação de carneiro em três estágios de maturidade diferentes, 105, 112, 119 dias não afetou o consumo e a digestibilidade. No mesmo trabalho relatou, também, que houve um aumento no consumo de energia digestível com o avanço da maturidade.

2. Tamanho da partícula

Entre os parâmetros físicos do material ensilado, é conveniente determinar o tamanho das partículas e densidade, ambas variáveis condicionantes da facilidade de compactação e exclusão do oxigênio da massa (WERNLI e OJEDA, 1990).

Para decidir qual é o tamanho adequado das partículas, é importante levar em consideração o teor de matéria seca da planta. Trabalho realizado por Raymond et al. (1975) mostrou que, quanto maior o conteúdo de matéria seca menor deve ser o tamanho das partículas. Assim, a determinação do tamanho de partículas adquire importância por seu efeito direto sobre o consumo e digestibilidade atuando sobre a velocidade de passagem da digesta no trato digestivo, além de influenciar o processo de fermentação e a composição química e nutricional da silagem, que por sua vez afetam o consumo voluntário (WERNLI e OJEDA, 1990).

Segundo Moore (1964) a modificação na forma física da forragem pode causar alterações na resposta animal, algumas das quais desejáveis e outras não. Estas alterações refletem em certas características de desempenho tais como: consumo de alimento, ganho de peso, eficiência de utilização de alimento e digestibilidade dos nutrientes contidos no alimento, enquanto Beardsley (1964) cita que diferenças nas características físicas do alimento podem alterar o consumo. A simples alteração no tamanho das partículas do alimento oferecido pode afetar a quantidade de alimento ingerido.

Os efeitos da alteração da forma física do alimento sobre a digestibilidade e a taxa de passagem do mesmo, são estudados extensivamente. De acordo com Maynard et al. (1984) as forragens ceifadas no mesmo estádio de maturação e estocadas do mesmo modo, são consumidas indistintamente pelos ruminantes, quer inteiras, quer cortadas. Por sua vez, a influência do tamanho de partícula na livre ingestão e na digestibilidade dependerá da medida em que o tempo de retenção e o ritmo de decomposição dos alimentos nos intestinos forem alterados pelo tipo de corte.

Alvarenga (1993) cita que a digestibilidade aparente da proteína e da energia da silagem de sorgo usada na alimentação de carneiros elaborada com picadeira modificada (partícula 0,5 a 1,0 cm) foi inferior à silagem oriunda da picadeira convencional (partícula 1,5 a 2,5 cm). 

2. Valor nutritivo das silagens de sorgo

A alimentação animal requer o conhecimento do valor nutritivo dos alimentos tanto para o balanceamento de rações quanto para utilização racional de forragens.

Para se determinar o valor nutritivo de um alimento necessita-se ter uma estimativa, a mais precisa possível, de sua composição química, seu consumo e digestibilidade.

2.1. Composição química e pH de silagem

É comumente aceito que a composição química determina o valor nutritivo de forragens. A composição química de silagens elaboradas com forrageiras distintas apresenta uma grande amplitude de variação (BEZERRA, 1989). Esta alteração é função, sobretudo, do grau de maturação da planta a ser ensilada (JOHNSON et al., 1971), da técnica empregada no processo de ensilagem (PAIVA et al., 1978) e do processo fermentativo (FERNANDES, 1981).

Os teores de matéria seca (MS) e de proteína bruta (PB) de uma forrageira são considerados bons índices de seu valor nutritivo. Em espécies como o sorgo e o milho, a proteína é um dos fatores limitante, estando abaixo dos requerimentos dos animais (OLIVEIRA, 1989).

De acordo com Faria (1986), o corte do sorgo para confecção de silagem mais recomendado é quando este apresenta de 28 a 38% de MS, ou seja, a época em que os grãos se encontram no ponto farináceo. Em outro trabalho Melottii e Caielli (1981), utilizando híbridos de sorgo, na forma de silagem, encontraram valores de matéria seca que variaram de 23,81 a 28,1% e de proteína bruta de 4,5 a 9,3%.

Roston e Andrade (1992) encontraram valores médios de PB (7,0%) e NDT (62,2%) para silagens de milho e sorgo e de 7,3% PB e 55,6% para silagens de outras gramíneas.

Em híbridos de sorgo de porte médio ou baixo, normalmente os teores de proteína bruta têm se mostrado superiores aos de porte alto em função de uma maior participação das folhas, panículas e grãos na massa ensilada. (ZAGO, 1991; DEMARCHI, 1993).

Com relação à fibra em detergente neutro (FDN) e fibra em detergente ácido (FDA) determinada pelo método proposto por Van Soest e Moore (1965), Danley e Vetter (1973) obtiveram valores entre 50,4 e 70% de FDN e 19,4 e 50,9% de FDA na MS de silagem de sorgo, de acordo com o grau de maturação e o cultivar estudado.

Já Almeida (1992), estudando o efeito da maturidade sobre a composição química e a digestibilidade de silagem de sorgo, registrou valores de FDN entre 68,4 e 71,6% e de FDA entre 33,2 e 36,2% com base na MS.

Há muito se conhece a importância da rápida retirada de ar e inibição da fermentação pelo abaixamento de pH para obtenção de uma silagem de alta qualidade (KEARNEY e KENNEDY, 1962). O processo de ensilagem consiste na realidade, em desencadear fermentações láticas que reduzam o pH e estabilizam o produto, embora possam ocorrer outras fermentações como acéticas, butírica e produção de amônia, que não são desejáveis (FERNANDES, 1981). Segundo Paiva (1976), o pH ideal do material ensilado deve estar entre 3,6 a 4,2 como indicativo de fermentação adequada.

Dentre as características das forragens a ensilar o teor de MS e de carboidratos solúveis (CHOS) são considerados os de maior relevância no processo de ensilagem (SILVA & LEÃO, 1979). Do ponto de visita microbiológico e bioquímico, a proporção de matéria seca na silagem atua como reguladora do crescimento de bactérias, evitando a germinação clostrídica, reduzindo e melhorando a fermentação (WERNLII e OJEDA, 1990).

Os carboidratos solúveis são de grande importância nos processos fermentativos de ensilagem. No sorgo, os açucares e o amido são os principais compostos armazenadores de energia e representam a disponibilidade de substrato para a fermentação (OLIVEIRA, 1989).

Os níveis de carboidratos podem variar com a espécie e o estádio de maturidade da planta (ARCHIBALD, 1963). JOHNSON et al. (1971), citam que os teores de carboidratos solúveis dos sorgos aumentam até os grãos se encontrarem no estádio leitoso, decrescendo após este estádio, e que o teor mínimo necessário à produção adequada de ácido lático na silagem está em torno de 15%.

A produção de ácido acético e lático no processo de ensilagem foi correlacionada, positivamente com o teor de matéria seca da planta, segundo Raymond et al. (1975).

Johnson et al. (1971), estudando os efeitos da maturidade sobre a composição química e digestibilidade na silagem de sorgo, encontraram valores de pH variando de 3,45 a 4,20 e teores de acético e lático tiveram variação de 1,32 a 2,9% e de 0,79 a 1,22% respectivamente.

Os valores de pH variaram de 4,19 a 4,39 para silagens de sorgo elaboradas em dois estádios (grão farináceo e grão duro) e três alturas de cortes, e os teores de ácido lático, acético e butírico variaram, respectivamente, de: 2,6 a 3,7%, 0,6 a 1,31% e 0,006 a 0,37% (HART, 1990).

Teixeira Filho (1977), obteve um pH entre 3,7 e 3,9 e teores de carboidratos solúveis, na forragem, no momento de ensilar, variando de 7,1 a 19,9% quando comparou o valor nutritivo de cinco silagens de sorgos. O mesmo autor cita um teor de ácido lático variando de 3,8 a 8,5%, estando este aumento diretamente relacionado com o aumento no teor de MS da forragem. Resultados parecidos foram obtidos por VALENTE et al. (1984) em diferentes variedades de sorgo. Eles observaram valores de carboidratos solúveis entre 3,9 e 13,9%, para ácido lático os valores variaram de 3,9 a 5,9% e para o pH 3,7 a 3,9.

Os valores de energia bruta (EB) das silagens de sorgo oscilaram entre 4.046 e 4.191kcal/kg MS em estudos produzidos por OWEN e KUHLNAN (1967), enquanto Almeida (1992) encontrou teores de EB em silagens de sorgos no estádio grão leitoso e grão semiduro, variando de 4.627,6 a 4.373,4 kcal/kg MS, respectivamente e teores de energia digestiva ED entre 2.587,5 e 2.714,8 kcal/kg MS.

De acordo com Islabão (1985), em silagem de sorgo encontram-se teores de cálcio e fósforo variando de 0,07 a 014% e de 0,05 a 0, 06, respectivamente.

Piccolo (1989) cita valores de 0,03% de cálcio e de 0,06% de fósforo, enquanto Almeida (1992) encontrou valores de cálcio variando de 0,58 a 0,79% e de fósforo entre 0,15 e 0,17%. 

2.2. Digestibilidade aparente

Denomina-se digestão o conjunto de processos que sofrem os alimentos desde a ingestão pelo animal até transformações ao longo do tratogastrontestinal e eliminação dos resíduos não absorvidos (ANDRIGUETO et al., 1982).

A digestibilidade das forrageiras, segundo Van Soest (1965), é um dos principais parâmetros na determinação do seu valor nutritivo.

Entre outros fatores que afetam o coeficiente de digestibilidade de forragens, podemos destacar o nível de consumo, o estádio de maturação da planta no momento de corte e alterações na forma física do alimento oferecido (SCHNEIDER et al, 1953; MOORE, 1964).

A digestibilidade das partes da planta de sorgo (colmo, folhas e panículas) tem marcada influência sobre a digestibilidade da planta total (ZAGO, 1991). CUMMINS (1970), estudando quatro híbridos de sorgo com diferentes porcentagens de colmo, folhas e panículas relatou que há digestibilidade das panículas é sempre maior que das folhas e, geralmente os colmos são a parte da planta de menor digestibilidade.

Owem e Kuhlman (1967) encontraram em silagens de sorgos, de diferentes tipos e colhido em diferentes estados de maturação coeficientes e digestibilidade aparente da matéria seca (DAMS) e da proteína bruta (DAPB), variando de 46,0 a 64,2% e 20,8 a 33,4%, respectivamente. Enquanto Almeida (1992) encontrou coeficientes de digestibilidade para MS, PB, FDN, FDA e EB variando de: 59,9 a 63,5%, 49,0 a 58,5%, 57,4 a 67,7%, 46,9 a 48,5% e 58,10 a 65,90, respectivamente.

Frequentemente tem sido atribuído à silagem de sorgo um valor nutritivo inferior à silagem de milho. O fator responsável por essa redução de qualidade não é bem conhecido. Pesquisas indicam que o tanino pode ser, em parte, responsável pela baixa digestibilidade e ingestão da silagem de sorgo (EUCLIDES, 1977). Essa menor digestibilidade se deve, provavelmente, pela interferência do tanino no metabolismo de proteínas e carboidratos, produzindo complexos resistentes ao ataque microbiano (SAINT JUST, 1989).

Montgomery et al. (1986) observaram reduções significativas no teor de tanino entre as fases de grão leitoso, pastoso e a maturação fisiológica de sorgo com alto teor de tanino. No entanto, não se observou diferenças significativas entre estas fases para o sorgo com baixo teor de tanino.

Cultivares de sorgo com altos teores de taninos apresentaram menores valores para a digestibilidade da matéria seca e digestibilidade da proteína, quando comparado a cultivares com baixos teores de taninos. (HARRIOS et al.,1970). 

3. Consumo de silagens de sorgos

O consumo de alimentos é fundamental para nutrição, pois determina a quantidade de nutrientes ingeridos e consequentemente o desempenho do animal. O aumento na disponibilidade da forragem permite maior seletividade, com maior ingestão do alimento (THIAGO e GILL, 1990; VAN SOEST, 1994).

Segundo Van Soest (1994), o valor nutritivo de um volumoso é determinado em função de sua contribuição energética para atender as necessidades energéticas diárias do animal e da quantidade consumida espontaneamente. Este mesmo autor sugeriu que 70% do valor nutritivo de uma forragem está relacionada ao seu consumo e 30% a sua digestibilidade. E ainda determinou uma alta correlação negativa entre a porção fibra em detergente neutro e consumo de matéria seca por ruminantes.

A predição do consumo voluntário de silagem é mais complexa do que de outros alimentos, pois além dos fatores inerentes ao animal e dos componentes normalmente considerados nas forrageiras, intervém também a concentração dos compostos derivados da fermentação, que são altamente variáveis (WERLIN e OJEDA, 1990).

Apesar dos mecanismos de controle da ingestão de forragens frescas e ensiladas serem semelhantes, normalmente o consumo de silagem é menor. Segundo VAN SOEST (1994), os sucos das silagens contêm amônia e aminas que podem reduzir o consumo. A ocorrência destes fatores está relacionada principalmente a um padrão de fermentação inadequado levando a perdas dos carboidratos fermentáveis e proteínas que originam amônia e aminas nestas condições.

Crampton et al. (1960) afirmaram que a ingestão de matéria seca é grandemente influenciada pelo animal, além de ser regulada por mecanismo físicos e químicos que podem afetar o consumo. Do mesmo modo Ward et al. (1966) informaram que existe uma estreita relação entre o consumo de matéria seca e a porcentagem de matéria seca na silagem de sorgo. Estes autores observaram que o consumo de matéria seca por vacas leiteiras ou novilhas aumentou de 1,6% para 3,0% de peso vivo, quando o teor de MS da silagem de sorgo aumentou de 20 para 40%.

Piccolo (1989), estudando o consumo de silagem de sorgo por carneiros, encontrou consumo voluntário de MS (CVMS) e de PB (CVPB), variando de 51,7 a 56,3 e de 4,4 a 5,1 g/UTM/dia, respectivamente, e consumo voluntário de EB (CVEB) entre 204,4 e 225,1 kcal/UTM/dia. No entanto, segundo Oliveira (1989) os valores para CVMS e CVPB foram respectivamente 70,5 g /UTM/dia e 4,3 g/ UTM/dia sendo que está diferença pode estar associada à diferença da forma física do alimento.

Almeida (1992), ao avaliar o consumo voluntário de silagem de sorgo com carneiros, observou valores de consumo de matéria seca proteína bruta e proteína digestível (PD) em g/UTM/dia, variando de 49,5 a 56,7, 3,5 a 4,8 e 1,7 a 2,8 g/UTM/dia respectivamente, e o consumo voluntário de energia digestível (CVED) entre 139,33 e 178,34 kcal/UTM/dia.

O consumo está diretamente relacionado também com a velocidade de esvaziamento do retículo-rumem e com a digestibilidade das forragens (BALCH e CAMPLIG, 1962). 

3. Qualidade de silagens

Dentre os parâmetros utilizados para classificar as silagens, é importante ressaltar: os ácidos orgânicos, o nível de carboidratos solúveis, relação nitrogênio amoniacal/nitrogênio total (N-NH3/NT) matéria seca e pH.

No que diz respeito aos ácidos orgânicos (ácido acético, propiônico, isobutírico, butírico, valérico, isovalérico, succínico, fórmico e lático) são os comumente determinados, sendo que o acético, burítico e o lático, os mais importantes. O ácido lático, em função de sua maior constante de dissociação, possui relevante papel no processo fermentativo da silagem, pois é o responsável pela queda do pH a valores inferiores a 4,2 (McDONALD e HENDERSON, 1962), citados por Lavezzo, (1993). Segundo Nogueira (1995) silagens com teores de ácido lático acima de 5% e ácido acético e butírico abaixo de 2,5% e 0,1% respectivamente podem ser consideradas de muito boa qualidade.

Considerando o conteúdo de carboidratos solúveis, em condições experimentais, Petterson e Lindgrem (1990) demonstraram que foram necessários 2,5% na matéria natural da planta de sorgo para promover redução do pH a valores inferiores a 4,2 e manter os níveis de nitrogênio amoniacal abaixo de 8% do nitrogênio total.

Quanto à relação N-NH3/NT, o teor de N-NH3/NT junto com o valor de pH, são indicativos do processo fermentativo. Normalmente a quantidade de amônia é utilizada como indicador da atividade clostridial proteolítica. E muitos trabalhos concordam com a utilização deste parâmetro na indicação do grau de proteólise na silagem. Entretanto isto pode acarretar erros, pois o teor de amônia é apenas um indicador da quebra de aminoácidos. E pode ocorrer intensa proteólise sem um aumento significativo no conteúdo de amônia (McDONALD et al., 1991). Tais preocupações são importantes, pois os altos níveis de proteólise nas silagens podem estar relacionados a baixos consumos voluntários e a menor eficiência de síntese de proteína microbiana (VAN SOEST, 1994).

A concentração de N-amoniacal em forragens é usualmente menor que 1% (OHSHIMA e McDONALD, 1978). No entanto, a degradação proteica por enzimas das plantas e a ação das bactérias láticas, entéricas e de clostrídios alteram a composição da fração nitrogenada da silagem (NOGUEIRA, 1995). Segundo McDonald et al. (1991) o nitrogênio amoniacal da silagem é significativamente diminuído quando se ensilam materiais com valores altos de MS e carboidratos solúveis em água. Segundo o AFRC (1987), uma silagem pode ser considerada muito boa quando a relação N-NH3/NT for menor que 10%, boa entre 10 e 15%, média entre 15 e 20% e ruim quando maior que 20%.

Segundo Paiva (1976), silagens de boa qualidade devem ter a matéria seca entre 30-35%. Silagens que apresentam umidade muito alta têm uma série de desvantagens: primeiro, as silagens muito úmidas têm um custo de produção maior, pois o transporte por quantidade de matéria seca fica mais caro; segundo, o pH de silagens muito úmidas tem que ser mais baixo para inibir o crescimento de Clostridia spp. Estas bactérias são indesejáveis por produzirem ácido butírico e degradarem a fração proteica com consequente redução do valor nutricional da silagem; terceiro, mesmo que o nível de carboidratos solúveis seja o suficiente para promover fermentação lática, o consumo voluntário é diminuído, e quarto, silagens muito úmidas produzem efluentes que levam à perda de nutrientes de alta digestibilidade (McDONALD et al., 1991).

Zago (1991) observou que o ponto de máxima acumulação de matéria seca em três variedades de sorgo ocorreu 28 dias após o florescimento. Segundo CARVALHO et al. (1992), levando-se em conta somente o teor de MS da planta, os estádios de grão farináceo e duro são os mais indicados para a produção de silagens. Quando o sorgo forrageiro já completou seu ciclo de crescimento, com os grãos no estádio farináceo e matéria seca (MS) em torno de 27 a 30%, apresenta maiores rendimentos por área cultivada e maiores coeficientes de digestibilidade “in vitro” da MS.

Em silagens muito úmidas, os efluentes gerados variam de 1 a 11% da MS e contêm a maioria dos componentes solúveis da forragem, como açúcares, ácidos orgânicos, proteínas e outros compostos nitrogenados (McDONALD et al., 1991).

Segundo Ward et al. (1966), há uma correlação negativa entre umidade e consumo de -0,93 a -0,95, indicando que a MS ou algum fator intimamente relacionado a ela é um dos fatores que mais influencia o consumo. No entanto Leme et al. (1991) estudando silagens de sorgo variando de 23 a 29% de MS, não encontraram diferenças significativas para ganho de peso, ingestão da matéria seca e conversão alimentar em bovinos.

Embora sejam desejáveis forragens com teor de MS entre 30 e 35% para a ensilagem, silagens com teor de matéria seca acima de 40% são mais susceptíveis a danos por aquecimento e aparecimento de fungos, porque a remoção de oxigênio é dificultada por não permitir uma compactação adequada (VAN SOEST, 1994). Além disso, a fase aquosa da silagem perde mobilidade. Assim, produtos da fermentação se difundem mais lentamente entre as colônias de bactérias não ocorrendo uma redução eficaz do pH para inibir a ação das enzimas da planta, enquanto que próximo às colônias torna-se tão ácido que a fermentação é inibida (MOISIO e HEIKONEN, 1994).

Em silagens com alto teor de matéria seca (MS), acima de 35% o pH tem menor importância. Silagens com alto teor de matéria seca e com pH elevado podem ser de ótima qualidade, o que não é observado em silagens com teor de matéria seca adequada (30- 35%), nestas silagens o pH tem importância para avaliarmos a qualidade. O desenvolvimento de acidez é inibido pela falta de água e pela alta pressão osmótica. Então, o pH de silagens com alto teor de MS pode estar inversamente correlacionado com conteúdo de água (VAN SOEST, 1994).

Os valores de pH das silagens bem conservadas variam entre 3,6 e 4,2. Estas apresentam altas proporções de ácido lático em relação aos outros ácidos, desde que não se usem aditivos para restringir a fermentação (FAIRBAIRN et al., 1992). Por outro lado a presença de acetato em grandes quantidades está relacionada à ação prolongada de coliformes e das bactérias heterofermentativas, com prejuízo para o balanço energético entre a forragem verde e ensilada (MOISIO e HEIKONEN, 1994). Segundo PAIVA (1976), uma silagem muito boa apresenta valores de pH entre 3,6 e 3,8; uma silagem boa entre 3,8 e 4,2; uma silagem média 4,2 e 4,6 ; e uma ruim valores de pH maiores que 4,6.

Segundo Leibensperger e Pitt (1987), na silagem com alto teor de matéria seca (acima de 35%), o pH é um critério menos útil para medir qualidade, desde que a falta de água e a alta pressão osmótica podem restringir a fermentação e a produção de ácido; portanto, mesmo com pH alto, estas silagens podem ser consideradas de boa qualidade. Por outro lado, o aumento pH com alto teor de umidade está associado com proteólise, produção de aminas e ácido butírico.

4. Silagem de sorgo na alimentação de bovinos leiteiros

Zago (1992) e Silva (1997) mencionaram grande variabilidade genética para as características nutricionais dentro da espécie de sorgo. É enorme o potencial de exploração da mesma e os programas de melhoramento capazes de desenvolver híbridos modernos de alto valor nutritivo, que proporcionariam alto desempenho animal semelhante aos obtidos com silagens de bons híbridos de milho. Em virtude desta grande variabilidade do valor nutritivo da silagem de sorgo, não há como estabelecer uma comparação precisa entre a silagem de milho e de sorgo.

Vacas leiteiras alimentadas com silagem de sorgo de alta produção de grãos produziram mais leite que as alimentadas com silagem de sorgo do tipo forrageiro (BROWNING et al., 1961).

Zago (1991) avaliando as silagens de milho e sorgo, como volumosos para vacas leiteiras, observou que a produção dos animais alimentados com silagem de sorgo foi 11,5% inferior aos alimentados com silagem de milho. No mesmo trabalho foi relatado que vacas leiteiras alimentadas com sorgo de duplo propósito (porte médio) mostraram maior produção de leite em relação às vacas que receberam silagem de sorgo de porte alto, e semelhantes, aos animais alimentados com silagens de milho.

Dias et al. (2001) ao avaliarem as silagens de milho, sorgo no estádio de emborrachamento e de grão leitoso para vacas leiteiras, concluíram que a silagem de milho garantiu maior produção de leite e ingestão de matéria seca que a silagem de sorgo ensilado no estádio leitoso (tabela 1). Já o estádio de maturação do sorgo não afetou o desempenho das vacas leiteiras.

Tabela 1. Produção média diária e porcentagem de gordura do leite de vacas recebendo silagem de milho (SM), silagem de sorgo no estádio de emborrachamento (SSE) ou silagem de sorgo no estádio grão leitoso (SSL).

Médias nas linhas, seguidas de letras iguais, não diferem (p>0,05) pelo teste de Tukey. Fonte: DIAS et al., 2001.

Em estudo, realizado por Resende et al. (2003), foi avaliada a degradabilidade efetiva de 16 genótipos de sorgo e comparou-se com a silagem de milho. Os autores concluíram que em média, a degradabilidade efetiva do sorgo corresponde a 84% da encontrada para silagem de milho.

Contrastando com estes dados, Oliver et al. (2004) avaliaram silagens de sorgo normal e de nervura marrom (bmr-6 e brm-18) com a silagem de milho para vacas leiteiras de alta produção. Os dados de desempenho obtidos encontram-se na tabela 2.

Tabela 2. Influência do tipo de silagem no desempenho de vacas leiteiras

1 - Silagem de sorgo normal, 2 - silagem de sorgo de nervura marrom BMR-6, 3 - silagem de sorgo de nervura marrom BMR-18 e 4 - silagem de milho. Fonte: OLIVER et al. (2004)

Nota-se que as vacas alimentadas com silagem de sorgo normal apresentaram menor produção que os animais alimentados com silagem de milho, porém as produções obtidas com os animais alimentados com silagem de sorgo com nervura marrom foram semelhantes (p<0,05) e garantiram a mesma produção dos animais alimentados com silagem de milho.

As diferenças observadas na literatura se devem as distintas condições experimentais e a grande variabilidade genética do sorgo, comprovando assim dificuldade de se comparar de forma justa as silagens de milho e de sorgo. A silagem de sorgo pode ser utilizada como fonte de volumoso único para vacas leiteiras.

3. Considerações Finais

O sorgo tem enorme potencial para se tornar um recurso forrageiro tão importante e difundido quanto o milho.

Em relação aos fatores que afetam a qualidade da silagem de sorgo, o teor de matéria seca, pH, concentração de ácidos orgânicos e NH3/NT podem afetar o consumo de matéria seca pelo animal.

Já em relação ao tamanho de partícula, deve ser aquele que propicie melhor digestibilidade e consumo.

O uso da silagem de sorgo na alimentação de vacas leiteiras permite boa produção de leite, em relação à silagem de milho, para tanto é importante observar características da cultura de sorgo para ensilagem.

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