Preço do leite deve subir por causa da oferta reduzida; veja os motivos Preço do leite deve subir por causa da oferta reduzida; veja os motivos

13-07-2020 08:37:28 - Por: Canal Rural

Segundo o Cepea, a alta é resultado da seca que atingiu o Sul do país, período de entressafra e menor oferta de leite no campo.

Preço do leite deve subir por causa da oferta reduzida; veja os motivos
O produtor de leite passa pelo mês de julho mais otimista com a possibilidade de melhores ganhos. A expectativa é que, com a menor oferta no campo, o leite seja melhor remunerado. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o período de entressafra, a estiagem que atingiu o Sul do país e a menor oferta de leite no campo devem elevar as cotações aos produtores.

As negociações do leite spot (que é a negociação de leite cru entre as indústrias ) estiveram aquecidas nas duas quinzenas de junho, mas com maior intensidade na segunda. Pesquisas do Cepea mostram que, na média de junho, o preço do spot, em Minas Gerais, ficou 45% acima do preço de maio, em termos nominais, chegando a R$ 2,28 por o litro.

A pesquisa diária de derivados do Cepea revela que os estoques do leite UHT e muçarela seguiram limitados, o que resultou em altas acumuladas de 11,7% e de 13,4% nas cotações.

O presidente da Associação dos Produtores de Leite de Santa Rita de Caldas e Região, Juliano Carvalho Barbosa, confirma o cenário de recuperação dos preços pagos aos associados. “O mercado segue firme, segue numa crescente muito boa, apesar da crise do coronavírus. O nosso segmento segue com altas consideráveis e, graças a isso, a gente vai conseguir repassar  aos nossos produtores, bons preços para esta entressafra do leite”

A Aprol fica no Sul de Minas Gerais e reúne 150 produtores de leite. A produção estimada é de 900 mil litros de leite, por mês.  Segundo Juliano, entregaram o leite em maio para pagamento em junho, na casa de R$ 1,60. Os produtores que entregaram em junho, para pagamento em julho, vão receber na média R$ 1,70.

Ernani Luiz Zortea é proprietário da Fazenda Santa Mônica, em  Campo Novos, no meio-oeste catarinense. Ele mantém 100 vacas em lactação, no sistema  Compost Barn, método garante o bem-estar e a saúde dos animais e ainda proporciona o aumento da produção.  Lá são produzidos 90 mil litros de leite por mês.

Ele conta que os produtores de Santa Catarina acompanham os preços fixados pelo leite com apreensão. A região enfrentou três meses de seca que prejudicaram a formação das pastagens de inverno. Com isso, o produtor de leite teve que gastar mais para alimentar os animais. Em abril, quando o preço do leite deveria subir para o produtor, acabou baixando até 12%.

Para o presidente da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul,  Marcos Tang, que também é produtor de leite, a chegada do inverno e o retorno das chuvas trazem alento ao produtor gaúcho  que teve perdas com a estiagem, no Estado.

Ele recomenda que os produtores utilizem as pastagens de forma a alimentar o gado, economizando a silagem e ajudando na redução dos custos na pecuária leiteira.