As importações brasileiras de lácteos em fev/25 alcançaram 209,87 milhões de litros
13-03-2025 15:31:27 Por: IMEA. Foto: FreeImages

As importações brasileiras de lácteos em fev/25 alcançaram 209,87 milhões de litros¹, o que representou um aumento de 3,74% em relação a jan/25, segundo os dados da Secex. Vale destacar que esse foi o maior volume de lácteos importados para o mês de fevereiro desde o início da série histórica em 1997. Esse crescimento no comparativo mensal foi impulsionado pelo aumento de 7,85 milhões de litros¹ nas compras de leite em pó, que totalizaram 159,96 milhões de litros¹.
Além disso, os principais estados importadores no mês foram São Paulo, Espírito Santo e Rondônia, com volumes adquiridos de 60,91 milhões, 39,86 milhões e 38,77 milhões de litros, respectivamente. Ademais, o montante pago pelas importações somou US$ 88,15 milhões, redução de 8,33% em comparação com o mês anterior. Dessa forma, o preço médio pago por litro foi de US$ 0,48 em fev/25, queda de 1,90% quando comparado a jan/25.
Aumento: em fev/25, o preço do milho em Mato Grosso apresentou valorização superior ao preço do leite, o que resultou em um avanço de 11,92% na RT entre o leite e milho no comparativo mensal.
Valorização: a média do preço do leite pago ao produtor brasileiro pelo volume captado em jan/25 foi de R$ 2,65/l, segundo o Cepea, aumento de 2,71% em relação a dez/25.
Alta: o diferencial de base entre o preço do leite em Mato Grosso e a “Média Brasil” aumentou 18,61% ante jan/24, influenciado pela elevação menos expressiva do preço do leite no estado.
O preço do leite captado em jan/25 em Mato Grosso atingiu o maior valor da série histórica (desde 2015) para o mês de janeiro.
Segundo o Imea, o preço foi de R$ 2,26/l, registrando um avanço de 0,41% em relação a dez/24. Essa valorização foi atribuída à menor captação de leite no período. Para se ter ideia, o Índice de Captação do Leite (ICAP-L) do estado reduziu 4,15 p.p. no mesmo comparativo e fixou-se em 57,74% em jan/25. Por outro lado, o farelo de soja apresentou desvalorização de 5,47% ante jan/25 e ficou cotado a R$ 1.759,04/t. Esse movimento foi influenciado pela redução da demanda, aliada à desvalorização dos contratos futuros na CME e recuo dos prêmios no mês.
Nesse sentido, a RT entre o leite e o farelo de soja no estado esteve mais favorável ao pecuarista, uma vez que foram necessários em média 777,24 litros de leite para adquirir uma tonelada do subproduto, a menor relação de troca dos últimos 10 anos.
As informações são do IMEA.